Nos primeiros sete meses de 2021 foram notificados 453 casos de arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti (Dengue, Zika Vírus e Chikungunya) em Porto Velho, o que representa 50% em comparação a todo o ano de 2020, que registrou 893 casos.

Neste ano, foram contabilizados 371 casos de Dengue, 36 de Zika Vírus e 46 Chikungunya. O local com maior incidência foi o distrito de Extrema, localizado na Ponta do Abunã.

De acordo com a Deuzeli Pereira, médica-veterinária da Coordenação Arboviroses da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), os casos de Chikungunya e Zika Vírus só começaram a aparecer em Porto Velho a partir de 2015, sendo 2016 o ano de maior ocorrência de notificações (788 e 1473, respectivamente).

A Dengue (DEN) possui quatro tipos de vírus e registrou uma epidemia com mais de 7.000 casos notificados em 2010 e mais de 3.000 em 2016, com circulação viral nos últimos 10 anos de DEN1, DEN2 e DEN4. “Se tivermos transmissão por DEN3, a população estará altamente suscetível, pois esse vírus ainda não circulou e o sistema imunológico de cada um ainda não liberou anticorpos”, disse.



É necessário que a população ajude a combater o controle de criadouros

A veterinária ressalta que “Os casos estão distribuídos ao longo do ano, sendo os meses de inverno os de maior transmissão”. De acordo com ela, isso ocorre devido ao acúmulo de água em recipientes destampados ou descartáveis a céu aberto, viabilizando a transmissão o ano inteiro.

“Por serem doenças com tratamento sintomático, muitas pessoas não procuram uma unidade de saúde, fazendo uso de analgésicos e antipiréticos. Os registros têm sido menos frequentes a partir de 2020, com a chegada da pandemia de Covid-19, quando se priorizou outros serviços”, alerta Deuzeli.

Ela reforça que é necessário que a população ajude a combater o controle de criadouros. A eliminação dos criadouros (locais com água parada) deve ser feita toda semana para interromper o ciclo de vida do mosquito Aedes.