Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1
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Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1

Petrobras registrou lucro líquido de R$ 38,2 bilhões no primeiro trimestre, uma queda de 14,4% frente ao mesmo período de 2022, informou a companhia nesta quinta-feira (11). Na comparação com os três últimos meses do ano passado, o recuo foi de 12%.

De acordo com a empresa, o resultado foi influenciado pela queda de 19,9% nos preços do petróleo no primeiro trimestre de 2023 ante igual período de 2022.

"Esse resultado é explicado principalmente pela desvalorização do [petróleo tipo] Brent e menor resultado financeiro, parcialmente compensados por menores despesas operacionais", disse a companhia.

Além disso, a Petrobras pontuou que houve uma despesa maior com imposto de renda -- um acréscimo de R$ 2,9 bilhões.

Ainda assim, o lucro da companhia veio acima do resultado esperado por uma pesquisa da Refinitiv, de R$ 31,96 bilhões.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado, por sua vez, somou R$ 72,5 bilhões nos três primeiros meses do ano, uma queda de 6,7% na comparação anual e em linha com o observado no último trimestre. O resultado é explicado principalmente por menores despesas exploratórias e contingências judiciais, informou a companhia.

Pagamento de R$ 24 bi em dividendos

Nesta quinta-feira (11), o Conselho de Administração da petroleira ainda aprovou o pagamento de R$ 24,7 bilhões em dividendos, como antecipação relativa ao exercício de 2023. O valor foi aprovado antes da divulgação do resultado da companhia.

Além disso, o conselho também determinou que a diretoria executiva elabore uma proposta de adequação do planejamento estratégico em andamento e aprimore a política de remuneração dos acionistas da Petrobras, incluindo a possibilidade de recompra de ações, e submeta essas matérias à deliberação do colegiado até o final do julho de 2023.

"A remuneração aos acionistas aprovada está em linha com a atual Política de Remuneração aos Acionistas, que prevê que, no caso de dívida bruta inferior a US$ 65 bilhões, a Petrobras poderá distribuir aos seus acionistas 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e as aquisições de ativos fixos e intangíveis (investimentos)", disse a companhia.

A petroleira pontuou ainda que a aprovação da proposta de remuneração ao acionista é compatível com a sustentabilidade financeira da empresa.