Primeira edição do 'Sthorm Festival' aconteceu em Maués, na noite de sábado (7). — Foto: Patrick Marques/g1 AM
1 de 3 Primeira edição do 'Sthorm Festival' aconteceu em Maués, na noite de sábado (7). — Foto: Patrick Marques/g1 AM

Primeira edição do 'Sthorm Festival' aconteceu em Maués, na noite de sábado (7). — Foto: Patrick Marques/g1 AM

Com o intuito de promover discussões sobre a sustentabilidade, preservação da natureza, unidos a tecnologia, a cidade de Maués, no interior do amazonas, recebeu a primeira edição do "Sthorm Festival" no estado, na noite de sábado (7).

A praia da cidade foi tomada por uma plateia, que acompanhou a programação realizada em um palco montado para receber personalidades do mundo inteiro em painéis, que debaterem a sustentabilidade.

Participaram do evento Bob Richards, co-fundador da Space University e da Singularity University; Scott Bagby, fundador do Skype e Sue Ann Clemens, professora de Saúde Global, Vacinologia e Doenças Infecciosas Pediátricas na Universidade de Oxford.

Após o painel no evento, Bob Richards contou ao g1 que esta foi a primeira vez que esteve no Amazonas. Para o cientista norte-americano, a floresta amazônica precisa ser preservada, pois vive um "câncer" com o alto número de queimadas que atingem a região.

“Eu falei sobre como nós vivemos nessa joia cósmica, a Terra. Nós precisamos aprender como preservá-la. Nós não temos feito um bom trabalho quanto humanos, não fazemos um bom trabalho ainda. Não somos bons guardiões, nós causamos muitos danos. E isso é loucura, pois é a nossa casa", afirmou.

Diferentes personalidades discutiram o desenvolvimento e preservação da Amazônia durante o 'Sthorm Festival' em Maués, no Amazonas. — Foto: Patrick Marques/g1 AM

Depois dos painéis, atrações musicais subiram ao palco e agitaram o público. O principal nome foi Matt Sorum, ex-baterista da lendária banda de rock Guns N’ Roses. Ele é um dos integrantes e co-fundador do grupo Sthorm, criadores do evento.

Antes do show, Sorum teve a oportunidade de fazer um passeio pela cidade e comunidades próximas. Após a experiência, a primeira dele no Amazonas, o músico afirmou que se encantou com as belezas naturais.

“Todo mundo dessa região viaja pelo rio. O rio é a vida deles. A única forma de chegar é por barco para essas pessoas. Com o rio ficando baixo, a seca, é um tempo tenebroso para o povo da Amazônia. Os peixes, tudo no rio, na floresta, tudo na Amazônia, as frutas, o guaraná, tantas coisas que o mundo deve à Amazônia. Perfume, frutas, açaí, tudo mais. Nós, como mundo, somos responsáveis por cuidar de nós mesmos e a Amazônia precisa estar no topo da lista", destacou Sorum.

Ex-baterista do Guns N' Roses e co-fundador do grupo Sthorm, Matt Sorum, fez um show especial durante o evento em Maués, no Amazonas. — Foto: Patrick Marques/g1 AM

Indígena do povo Satere-Mawe e ativista, Maisangela Oliveira foi ao evento para prestigiar o debate. Ela defendeu participação dos povos tradicionais que vivem na região nas discussões.

“Eu, como jovem ativista, busco muito ajuda para que as pessoas possam se sensibilizar pelo que os povos indígenas estão sentindo. O nosso território vem sendo atingido por essas queimadas, pela seca. Quando a gente vê o Amazonas dessa forma, a gente se sente triste, atingido. A gente está cada vez mais ocupando a tecnologia para que possamos alcançar a cidade, os municípios, o mundo inteiro, para que as autoridades venham olhar para o nosso Amazonas", comentou.

De acordo com o ativista digital, CEO e fundador do Sthorm, Pablo Lobo, o evento surgiu em São Paulo, e expandiu para Maués, que realizou a primeira edição neste ano. Ele destacou que a programação sempre buscou gerar debate sobre preservação e criar soluções para problemas globais.

"A gente veio para cá, daí veio a seca. Foi mais um motivo para gente vir para cá. A gente poderia mostrar não só o que Maués faz pelo planeta, mas tentar usar isso para chamar atenção para cá. Uma mega crise que impacta o mundo inteiro. Estamos tentando usar isso não só para chamar atenção para soluções globais, mas para a crise e tentar reverter isso de alguma forma para a biodiversidade. É a primeira vez que a gente faz em Maués, mas a gente quer ficar para aprender muito mais", disse.

Campanha para ajudar afetados pela seca

Ainda durante o evento, o grupo Sthorm, em parceria com o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e a Fundação Rede Amazônica, lançou uma campanha para arrecadar doações a pessoas afetadas pela seca dos rios na região.

Os interessados em ajudar podem entrar em contato pelo e-mail contato@idesam.org e ou pelo telefone (92) 3347-7350.