Sete anos após crime, os corpos das vítimas não foram encontrados — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
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Sete anos após crime, os corpos das vítimas não foram encontrados — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

O Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) adiou para 2024 o júri popular de nove policiais militares acusados de matar três pessoas em outubro de 2016, no bairro Grande Vitória, Zona Leste de Manaus. O julgamento do caso, que teve grande repercussão na época do crime, começaria na manhã desta segunda-feira (6).

Com o adiamento, o julgamento acontecerá em 29 de janeiro de 2024.

De acordo com o Tjam, o júri popular foi adiado a pedido do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM). Na solicitação, o órgão argumentou que o promotor de justiça do caso passa por problemas de saúde com um membro da família.

Além disso, também houve pedido de adiamento por parte da advogada de defesa de um dos réus, pois ele está internado com suspeita de meningite.

'Caso Grande Vitória'

Weverton Marinho, de 21 anos, e Rita de Cássia são dois dos três desaparecidos na madrugada de sábado (29) — Foto: Arquivo Pessoal

Alex Júlio Roque de Melo, de 25 anos, Ewerton Marinho, 20, e Rita de Cássia, 19, desapareceram no dia 29 de outubro de 2016, após serem abordados por policiais militares no Grande Vitória, enquanto voltavam de uma festa.

Imagens de câmeras de vigilância da área registraram o momento que os policiais mandaram o trio entrar no carro da PM. Desde então, os jovens nunca mais foram vistos.

À época, o g1 ouviu a cunhada de Rita, que não quis se identificar. Ela contou que a jovem voltava de um pagode no São José de carona com os dois rapazes desaparecidos.

Weverton pilotava a moto quando houve a abordagem. Segundo a esposa dele, Andresa Andrade, de 19 anos, o marido estava desempregado há pouco tempo. Ele trabalhava como frentista e comprou o veículo com o FGTS. “De vez em quando, fazia corridas, e deu carona para os dois”, relatou a esposa.

No dia do desaparecimento, moradores do bairro fizeram grande manifestação e entraram em confronto com a polícia. Eles chegaram a atear fogo em madeiras e incendiaram um veículo. A PM teve que conter os manifestantes com balas de borracha.

Em dezembro de 2016, a Polícia Civil do Amazonas concluiu o inquérito e após encontrar material genético das vítimas apontou que o trio foi morto, e confirmou o envolvimento dos policiais no caso.

Sete anos após o crime, os corpos das vítimas não foram encontrados.