Neste domingo (12), estudantes de todo o país acordaram cedo para se dirigirem ao local de realização da segunda etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023.

Oypekamehn Surui, de 18 anos, mora na Terra Indígena Sete de Setembro, em Cacoal (RO), e para chegar até o local de provas, teve que percorrer 40 km de distância da sua aldeia até a escola.

Oypekamehn mora na Aldeia Lobo dentro da Terra Indígena Sete de Setembro — Foto: Matheus Afonso/Rede Amazônica
1 de 1 Oypekamehn mora na Aldeia Lobo dentro da Terra Indígena Sete de Setembro — Foto: Matheus Afonso/Rede Amazônica

Oypekamehn mora na Aldeia Lobo dentro da Terra Indígena Sete de Setembro — Foto: Matheus Afonso/Rede Amazônica

À Rede Amazônica, o estudante revelou que essa é a primeira vez que realiza o exame e que precisou de carona para percorrer os mais de 40km até chegar ao centro da cidade. E mesmo com o longo trajeto, conseguiu chegar antes da abertura dos portões.

O indígena, que também compareceu no primeiro dia, mora na aldeia Lobo, na Terra Indígena Sete de Setembro, localizada na região de Cacoal, a 480 quilômetros de Porto Velho.

Oypekamehn, que se preparou para a prova em casa, revelou que seu objetivo é fazer graduação em odontologia e o que lhe incentivou ainda mais a realizar a prova, foi se sentir representado pela ativista e indígena Txai Suruí.