Bebês recém-nascidos são colocados em cama após serem retirados de incubadora por falta de energia no hospital Al-Shifa, em Gaza, segundo o Hamas, em 12 de outubro de 2023. — Foto: Reuters
1 de 1 Bebês recém-nascidos são colocados em cama após serem retirados de incubadora por falta de energia no hospital Al-Shifa, em Gaza, segundo o Hamas, em 12 de outubro de 2023. — Foto: Reuters

Bebês recém-nascidos são colocados em cama após serem retirados de incubadora por falta de energia no hospital Al-Shifa, em Gaza, segundo o Hamas, em 12 de outubro de 2023. — Foto: Reuters

Agências humanitárias da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmam que, de 36 hospitais em Gaza, 20 estão fechados devido aos bombardeios na guerra entre Israel e Hamas.

"Aqueles que ainda funcionam estão sob enorme pressão e só podem fornecer serviços de emergência, cirurgias que salvam vidas e serviços de cuidados intensivos muito limitados", afirma as agências (UNFPA, UNICEF e OMS) em comunicado.

"Estamos horrorizados com os últimos relatos de ataques nas proximidades do Hospital Al-Shifa, do Hospital Pediátrico Al-Rantissi Naser, do Hospital Al-Quds e outros na cidade de Gaza, matando muitas pessoas, incluindo crianças".

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirma ainda que o principal hospital de Gaza, Al Shifa, não está funcionando. "A situação é terrível e perigosa", acrescentou, em publicação na rede social X.

Mortes na região

Nos últimos 36 dias, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registou pelo menos 137 ataques a hospitais em Gaza, com 521 mortes e 686 feridos.

A OMS, que tem agentes na zona de guerra entre Hamas e Israel, falou na semana passada que sua contagem de mortos está muito próxima do número contabilizado pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas: cerca de 11 mil pessoas.