Cantor Alexandre Pires é investigado em operação da Polícia Federal. — Foto: Reprodução/Instagram/alexandrepires
1 de 4 Cantor Alexandre Pires é investigado em operação da Polícia Federal. — Foto: Reprodução/Instagram/alexandrepires

A Opus Entretenimento, uma das empresas de Matheus Possebon e responsável pela carreira de Pires, disse que confia na "idoneidade" dele.

"Em relação a Alexandre Pires, uma das grandes referências da música brasileira, a Opus, responsável pela gestão de sua carreira, manifesta sua solidariedade ao artista, confiando em sua idoneidade e no completo esclarecimento dos fatos", cita trecho da nota.

Ainda na mesma nota, sobre a investigação contra Possebom, Opus Entretenimento afirmou "que desconhece qualquer atividade ilegal supostamente relacionada a colaboradores e parceiros da empresa."

A reportagem tenta contato com a defesa do empresário Christian.

Operação Disco de Ouro

Agente da Polícia Federal durante a operação Disco de Ouro. — Foto: PF/Divulgação

Foram cumpridos dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Roraima, em Boa Vista e Mucajaí, em Roraima, além de São Paulo e Santos (SP), Santarém (PA), Uberlândia (MG) e Itapema (SC). Também foi determinado o sequestro de mais de R$ 130 millhões dos suspeitos.

A operação é um desdobramento de uma ação da PF deflagrada em janeiro de 2022, quando foram apreendidas 30 toneladas de cassiterita extraída da Terra Indígena Yanomami. O minério estava no deposito da sede de uma empresa investigada era preparado para remessa ao exterior.

Operação Disco de Ouro tem o objetivo de desarticular esquema de financiamento ao garimpo ilegal na Terra Yanomami. — Foto: PF/Divulgação

As investigações apontam que a dinâmica ocorreria apenas no papel, já que o minério seria originário do próprio estado de Roraima.

Foram identificadas transações financeiras que relacionariam toda a cadeia produtiva do esquema, com a presença de pilotos de aeronaves, postos de combustíveis, lojas de máquinas e equipamentos para mineração e laranjas para encobrir movimentações fraudulentas.

O esquema contaria, ainda, com um empresário do ramo musical, de expressão nacional, que seria um dos responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes. As investigações seguem em andamento.

Operação Disco de Ouro mira garimpeiros, empresários e até um cantor nacional. — Foto: PF/Divulgação

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