Investigações sobre o caso também ainda não foram concluídas. OceanGate cancelou pesquisas e viagens turísticas. Em junho, submarino para visitar área do Titanic implodiu, matando os cinco tripulantes.

Por g1

Aviso no site da OceanGate, a empresa que construiu o submarino Titan, que implodiu no fundo do mar a caminho do Titanic, informa de atividades canceladas, em dezembro de 2023. — Foto: Reprodução
1 de 4 Aviso no site da OceanGate, a empresa que construiu o submarino Titan, que implodiu no fundo do mar a caminho do Titanic, informa de atividades canceladas, em dezembro de 2023. — Foto: Reprodução

Aviso no site da OceanGate, a empresa que construiu o submarino Titan, que implodiu no fundo do mar a caminho do Titanic, informa de atividades canceladas, em dezembro de 2023. — Foto: Reprodução

Seis meses depois da tragédia a 4.000 metros de profundidade no Oceano Atlântico que chocou o mundo, a empresa OceanGate, dona do submarino que implodiu durante uma expedição aos restos do Titanic, não foi judicialmente responsabilizada.

A principal investigação sobre o caso, conduzida pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, ainda está em andamento e terminará o ano sem uma conclusão. Já a OceanGate, que se dedica a expedições científicas e turísticas no fundo do mar, cancelou todas as suas atividades.

Até dezembro deste ano, engenheiros das Marinhas dos EUA e do Canadá revisavam evidências encontradas nos destroços do Titan, o submarino de apenas 7 metros de comprimento, 2,5 metros de altura e 2,5 metros de largura que acaparou a atenção do mundo inteiro em junho deste ano.

Durante quatro dias, milhões de pessoas acompanharam com a atenção as buscas pelo submarino, que terminaram encontrando destroços dentro do perímetro por onde a embarcação navegava.

O submarino implodiu a caminho de uma expedição turística para ver os restos do Titanic, que fica no meio do Oceano Atlântico e 3.800 metros abaixo da superfície, em uma camada do mar onde só pouquíssimas espécies marinhas sobrevivem.

Relembre abaixo os principais momentos do episódio:

A viagem

Imagem sem data do Titan, o submarino que sumiu no oceano — Foto: OceanGate Expeditions/Reuters

As expedições turísticas e científicas da OceanGate com o Titan tinha o objetivo de visitar a área de destroços do Titanic, o famoso navio que afundou em 1912 no Oceano Atlântico.

A empresa cobrava US$ 250 mil (cerca de R$ 1,19 milhão) de cada passageiro. Eram cinco no total, e um deles era responsável por conduzir o submarino, que era guiado apenas por um joystick semelhante um controle de videogame.

O Titan movia-se a uma velocidade de 5,5 km/h, impulsionado por quatro propulsores. A viagem duraria cerca de quatro horas, a partir do lançamento do submarino no oceano a partir de um navio que levou os passageiros até a altura do Titanic, a mais de 600 km da costa do Canadá.

Na última expedição do Titan, estavam a bordo:

  • o diretor-executivo da OceanGate, Stockton Rush, piloto do submarino;
  • o empresário paquistanês Shahzada Dawood;
  • Suleman Dawood, que é filho de Shahzada;
  • o bilionário e explorador britânico Hamish Harding;
  • e o ex-comandante da Marinha Francesa Paul-Henry Nargeolet, principal especialista no naufrágio do Titanic.

O desaparecimento

Parte da estrutura do submarino Titan, que implodiu durante uma expedição aos restos do Titanic, chegam a porto no Canadá, em 28 de junho de 2023. — Foto: Paul Daly/The Canadian Press via AP

O submarino desapareceu em 18 de junho, pouco mais de uma hora depois de submergir no Oceano Atlântico. O Titan não é autônomo, como um submarino de grande porte, e, por isso, ficava em constante comunicação com o navio base.

Imediatamente após perder a comunicação, o navio base comunicou o desaparecimento a parentes dos passageiros e buscaram autoridades.

As buscas

Horas depois, Estados Unidos e Canadá mobilizaram suas equipes e começaram a operação de busca, à qual a França se uniu depois - o pesquisador Paul-Henry Nargeolet, um dos passageiros, era francês.

No dia seguinte, dezenas de navios, aviões e sondas dos três países chegaram dos Estados Unidos, do Canadá e da França e começaram uma corrida contra o tempo — eles estimavam algumas horas até que o oxigênio dentro da embarcação acabasse.

Após dois dias de mistério, um avião das Forças Armadas do Canadá registrou ruídos que se assemelham a batidas na mesma região de buscas. Foi o primeiro indício de que os passageiros do submarino poderiam estar vivos.

Toda a operação foi então deslocada para a área do ruído. No dia seguinte, um navio de pesquisa francês carregando um robô de mergulho em alto mar desacelerou enquanto fazia buscas nesse perímetro.

Sondas com altíssima capacidade de profundidade foram então colocadas no mar e identificaram destroços em uma área próxima ao Titanic.