Policiais se alinham do lado de fora da prisão Turi, em Cuenca, no Equador — Foto: Fernando MACHADO / AFP
1 de 2 Policiais se alinham do lado de fora da prisão Turi, em Cuenca, no Equador — Foto: Fernando MACHADO / AFP

Policiais se alinham do lado de fora da prisão Turi, em Cuenca, no Equador — Foto: Fernando MACHADO / AFP

Três policiais foram sequestrados enquanto trabalhavam na unidade de polícia Wilson Franco, em Machala no Equador.

Outro agente também foi sequestrado enquanto trabalhava em outra unidade, na cidade de Quito.

“Nenhum destes acontecimentos ficará impune”, afirma o comunicado da Polícia nas redes sociais.

Até a última atualização desta reportagem a polícia seguia em busca de encontrar os oficiais.

Imagem de José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito — Foto: Reprodução/@ffaaecuador
2 de 2 Imagem de José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito — Foto: Reprodução/@ffaaecuador

Imagem de José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito — Foto: Reprodução/@ffaaecuador

O sequestro acontece após o governo do país decretar estado de exceção na sequência da fuga de “Fito”, líder da gangue Los Choneros — uma das maiores do país.

O estado de exceção no Equador permite que as Forças Armadas vão às ruas apoiar o trabalho da polícia. O decreto é justificado pela grave comoção interna no país. O estado de exceção tem vigência de 60 dias. Nesse período, estão restritos os seguintes direitos no Equador:

  • Direito de locomoção, há toque de recolher entre 23h e 5h.
  • Direito de reunião.
  • Direito a privacidade de domicílio e de correspondência (ou seja, não é preciso uma ordem judicial para que as autoridades entrem nas casas das pessoas).

Fuga de prisão

No domingo (7) à noite, o Ministério Público do Equador anunciou que um dos principais criminosos do país, José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito, não foi encontrado na prisão onde ele deveria estar cumprindo pena.

Fito, de 44 anos, é um dos líderes do grupo Los Choneros e considera-se que ele é um dos criminosos mais perigosos do Equador.

O comandante da polícia, César Zapata, disse que as autoridades se deram conta da "não presença" de Fito na prisão da cidade de Guayaquil onde ele cumpria pena, segundo texto do "El País".

A polícia e o exército convocaram mais de 3.000 homens para tentar encontrar Fito, mas, até agora, o paradeiro dele continua desconhecido.

O Los Choneros começou suas atividades como um grupo de matadores de aluguel. Eles ampliaram sua atuação e passaram a também traficar drogas e praticar roubos. No Equador, os Choneros são considerados os primeiros a se associar com um grupo estrangeiro –no caso, o cartel de Sinaloa, do México.

Ele foi preso pela primeira vez no ano 2000, por roubo. Fito assumiu o controle do Los Choneros depois da morte do chefe anterior, José Luis Zambrano, conhecido como Raquiña.