O parlamentar também fez duras críticas às obras inacabadas, resultados de políticas malsucedidas do passado

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em pronunciamento nessa terça-feira (6) na Tribuna do Senado Federal, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) afirmou que o Brasil deve aprender com os erros do passado e não pode repetir as políticas públicas que fracassaram no país, e ainda fez críticas aos milhares de obras inacabadas no país, resultado de políticas malsucedidas no passado.

Ao iniciar a sua fala, o senador rondoniense desejou a todos os parlamentares boa sorte neste ano legislativo que se inicia, e, segundo ele, que seja possível em 2024, efetivamente, o Congresso Nacional, debater os projetos importantes, aprová-los e, principalmente, as leis complementares que vão disciplinar a reforma tributária já aprovada.

O senador recomendou ainda a leitura do livro “Para não esquecer: políticas públicas que empobrecem o Brasil”, organizado por Marcos Mendes e prefaciado por Marcos Lisboa. “Este livro tem a participação de especialistas em economia do Brasil, que fizeram uma análise dos nossos erros do passado e apontam, neste livro, os erros que não podemos repetir. O Brasil tem o costume useiro e vezeiro de repetir erros, e nós não podemos mais perder tempo com coisas que deram errado no passado e que nós não queremos que se repitam no futuro”, disse.

Confúcio Moura destacou que o Brasil, com as suas dimensões e potencialidades já conhecidas e diagnosticadas, há graves problemas e dificuldades para resolver. “Muitas vezes, as nossas dificuldades, o nosso imobilismo no crescimento, a nossa permanência nesse estágio de renda média há muitos anos, em que não se consegue arrancar e sair do lugar na renda do nosso povo, no combate às desigualdades, sempre ficando no lenga-lenga e repetindo os erros de sempre”, lamentou.

O senador sugeriu ainda que, se os erros no País são grandes é preciso detalhar essas falhas e ir resolvendo uma a uma dentro do possível, mas não retroceder. “Entre as inúmeras falhas que nós temos –temos que admitir – é que somos muito ruins em educação. Nós temos vergonha quando se anunciam os resultados mundiais de análise de desempenho escolar aqui do Brasil. Desta forma, temos que decodificar a educação brasileira” explicou.

Confúcio Moura elogiou a competência do ministro da Educação (MEC), Camilo Santana, que está trabalhando muito para alfabetizar as crianças na idade certa, priorizar o ensino profissional e o ensino médio. “Isso é indispensável, porque nós temos, simplesmente, 11 milhões de jovens que nem estudam, nem trabalham – e 11 milhões não é pouca gente – jovens sem perspectivas entre 17 e 29 anos de idade. Isso é muito grave! Isso é um prejuízo para o desenvolvimento brasileiro! Se todos viessem a trabalhar e estudar, nós cresceríamos mais”, disse.

Ao finalizar, Confúcio Moura fez duras críticas às obras paralisadas no país, que segundo ele, são resultados de políticas mal planejadas no passado e que são responsáveis por esse universo de obras inacabadas. “Eu duvido que um ou outro Senador não tenha encontrado uma obra de uma escola, uma creche ou uma ponte paralisada neste país imenso. São milhares de obras inacabadas. E o Presidente Lula colocou o PAC para entregar e acabar com essas obras que, se não for assim, não trarão nenhum resultado para a sociedade”, concluiu.