O flagrante aconteceu durante patrulhamento na Rua Santo Amaro, na comunidade da Prainha. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) afirmou investigar as imagens, que circulam nas redes sociais.

A PM informou, também por meio de nota, que recebeu denúncias de moradores da comunidade sobre o crime organizado ter "instalado câmeras para monitorar as ações policiais e dificultar o trabalho das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas e a proteção da sociedade".
Policiais militares foram filmados quebrando câmeras de monitoramento em comunidade em Guarujá, SP — Foto: Reprodução

Policiais militares foram filmados quebrando câmeras de monitoramento em comunidade em Guarujá, SP — Foto: Reprodução

Ainda de acordo com a PM, na ação realizada na comunidade foram retiradas barricadas, ofendículos [equipamentos utilizados para resguardar o patrimônio, como cacos de vidro sobre muros] e outros objetos não especificados que, segundo a corporação, impediam ou prejudicavam a presença policial.

A Polícia Militar ressaltou que atua "de acordo com o estudo de dados e informações de inteligência de Segurança e Ordem Pública".

Ainda de acordo com a corporação, o objetivo dos agentes é identificar, avaliar, monitorar, mitigar [tornar menos intenso] e reprimir fenômenos criminais e não criminais que possuem "potencial de romper com a ordem pública".

Câmeras destruídas

As imagens mostram o momento em que um policial pega uma grade de metal, ao lado de uma caçamba de lixo. Outro PM utiliza o equipamento como escada para chegar na câmera e, em seguida, atinge o equipamento com um pedaço de madeira. Um colega de farda ainda aparece puxando e destruindo outra câmera. (assista no topo da reportagem).

Ao menos seis policiais participaram da destruição das câmeras de monitoramento. Um homem de blusa preta, que não foi identificado, também aparece nas imagens enquanto assiste a ação dos PMs.

Secretaria de Segurança de SP

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) afirmou ao g1 que as imagens estão sendo analisadas para identificar os policiais envolvidos. Anteriormente à nota da PM, a pasta havia dito que a atitude dos policiais não condiz com a conduta da corporação.

"As forças de segurança do Estado são instituições legalistas que atuam no estrito cumprimento do seu dever constitucional", afirmou a SSP-SP, em nota.

A autoridade policial destacou ainda que a Corregedoria da Polícia Militar está à disposição para formalizar e apurar as denúncias contra agentes públicos. A SSP-SP destacou que a corporação tem compromisso com a legalidade, os direitos humanos e a transparência.

O g1 entrou em contato com a Polícia Militar (PM), Defensoria Pública do Estado de São Paulo e com a Ouvidoria da Polícia, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Operação Verão

José Silveira dos Santos (à esq.) e Samuel Wesley Cosmo (à dir.) — Foto: Reprodução

Ainda de acordo com a SSP-SP, até o momento, mais de 681 pessoas foram presas, sendo 254 delas procuradas pela Justiça por algum tipo de crime. A pasta afirmou também que, além disso, quase meia tonelada de drogas foi apreendida, e 79 armas ilegais foram retiradas das ruas.

Vídeo mostra o PM da Rota sendo baleado no rosto em viela no litoral de SP

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