"A Ponte tem um volume diário médio em torno de 150 mil veículos. Lá atrás, ela foi projetada para 50 mil veículos por sentido. Hoje, passam mais de 100 mil em cada sentido, em grandes feriados, por exemplo. Passam 400 mil pessoas por dia aqui. São números estrondosos", comentou o diretor superintendente da Ecoponte, Júlio Amorim.

A Ponte tem uma base de concreto que fica sob o asfalto. Para acessar o interior da via (desde que você tenha autorização, claro), é necessário descer por uma escada de aproximadamente 12 metros de altura. Embaixo estão as águas da Baía de Guanabara.

Ponte Rio-Niterói neste domingo (20) — Foto: Cristina Boeckel/G1

No pavimento inferior da Ponte, os trabalhadores percorrem uma passarela até uma outra escada, que dá acesso a uma grande caixa de concreto. Esse ambiente escuro e silencioso funciona como uma cidade.

Obras constantes

Muitos trabalhadores circulam pelo interior da Ponte todos os dias. Nessa "cidade" as obras não param. Em um dos serviços, os funcionários estavam trabalhando no reforço dos cabos de propensão que passam dentro da estrutura de concreto. Segundo a coordenadora de engenharia, Patrícia Ribas, com o passar do tempo, os cabos vão relaxando.

"É algo normal, não traz risco nenhum à estrutura da Ponte. Há necessidade desse reforço adicional para trazer a rigidez novamente a essa estrutura", explicou.

Ao todo, a Ponte conta com 214 vãos, que são espaços entre dois grandes blocos de concreto. São por esses espaços que chegam os materiais para manutenção. Eles são levados de barco e içados numa operação bastante delicada.

Vão central

No maior vão da Ponte, o vão central, funciona o sistema batizado de Atenuadores Dinâmicos Sincronizados (ADS), que garante a estabilidade da estrutura quando venta forte.

Sistema de amortecedores da Ponte foram instalados em 2004 — Foto: Reprodução/TV Globo

É um conjunto de molas que funcionam como amortecedores. Sempre que o vento empurra a estrutura para cima, o equipamento "contra-ataca", puxando a estrutura para baixo. O projeto foi desenvolvido por engenheiros da Coppe/UFRJ e implantado em 2004.

A iniciativa terminou com uma cena que era comum e provocava pânico. Antes dele, a ponte se movimentava cerca de 60 centímetros para cima e para baixo. Isso ocorria quando os ventos chegavam a 50 km por hora.

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Ponte Rio-Niterói na manhã desta sexta-feira (3) — Foto: Reprodução/TV Globo