Um homem suspeito de matar a esposa asfixiada foi preso, na quinta-feira (14), em Manaus. Jeane Castro Soares, 38 anos, foi encontrada morta no dia 3 de março deste ano, no apartamento do casal, no bairro Cidade de Deus, Zona Norte.

À Rede Amazônica, a delegada adjunta da DEHS e coordenadora do Núcleo de Combate ao Feminicídio, Marília Campelo, que o crime aconteceu na manhã do dia 3 de março, por volta das 6h. Após voltar de um aniversário, o casal teria começado a discutir.

Inclusive, a briga foi ouvida pelos vizinho, que disseram escutar gritos e arrastar de móveis.

"As imagens mostram que ele sai desse apartamento às 6h45 com uma mochila nas costas e depois que ele sai, passa a ligar para o proprietário do local para perguntar se ela está bem porque ela não está atendendo o telefone. Aí o proprietário autoriza a entrada do funcionário e eles encontram a vítima morta desnuda em cima da cama e com sinais de estrangulamento", contou a delegada Marília Campelo.

Também em entrevista à Rede Amazônica, a irmã da vítima, Leonice Soares, contou que o relacionamento do casal era abusivo. Jeane Soares, que era cobradora de ônibus, sofria violência verbal, física e psicológica.

"Eles já conviviam cerca de dois anos, mas sempre com relatos de violência doméstica, de agressões nos ambientes que eles frequentavam com os amigos. Eu também presenciei, tanto que eu fui quando ela me ligou chorando que ele havia agredido", lembrou Leonice.

Suspeito de matar esposa asfixiada é preso em Manaus — Foto: Jucelio Paiva/Rede Amazônica

Agora, com a prisão do homem de 51 anos, a família pede justiça pelo crime.

"Ele é um assassino cruel, calculista, matou friamente a nossa irmã de maneira covarde, abandonou o corpo dela e saiu como se nada tivesse acontecido. Então a gente clama para a justiça, que a justiça seja feita e que ele pague pelo que fez com a nossa família e principalmente com a nossa irmã, uma pessoa inocente, trabalhadora", disse a irmã da vítima.

O homem vai responder por homicídio qualificado pelo feminicídio e ficará à disposição da justiça.

*Com informações de Jucelio Paiva da Rede Amazônica.