A pré-candidata a prefeita do MDB de Ariquemes, Agna Souza, a ser apresentada neste sábado (27) aos eleitores do município tem como prioridade desenvolver a cidade a partir do “desenvolvimento de pessoas, e da economia local”. “Ao longo de minha trajetória eu trabalhei na área de saúde,  depois fui para a educação e entendo que são duas plataformas de atuação que são a base para o desenvolvimento de pessoas. Primeiramente essas necessidades devem estar bem atendidas.”

“Quando digo isso quero trabalhar para a formação de cidadãos críticos capazes de intervir na realidade onde estão inseridos, comprometidos com a sustentabilidade, e a partir da construção de ideias entendi ser possível fazer isso em Ariquemes”, assinala a professora do IFRO em entrevista do Canal 35.
Mineira, radicada no estado desde 1987, criou seus filhos em Rondônia e aqui sepultou seus pais. Ela pretende colocar seu conhecimento a serviço do desenvolvimento de Ariquemes.
“Todo professor é um eterno estudante. 

O conhecimento teórico de dados gerais da Pan Amazônia (da qual Rondônia faz parte) nos possibilita elaborar propostas concisas e robustas em benefício de Ariquemes, a Capital do Vale do Jamari. Temos o terceiro maior PIB e 97 mil pessoas, mas   nos deparamos com um baixo crescimento na qualificação das pessoas” – analisa.


Foco nas famílias
O plano de governo vislumbrado por Agna Souza tem privilegiado buscas de dados do IBGE, do Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa e da Secretaria de Segurança Pública, “vamos nos basear em dados e fatos, que revelem a realidade municipal de hoje e mostraremos como enfrentaremos tais desafios.”


Retomar o crescimento e abrir possibilidade de renda e empregos são fundamentais nesse estudo que contará com ideias da comunidade. “Não faremos nada disso sem a participação das pessoas. – assinala.
“Precisamos de maneira muito real trabalhar e dar apoio incondicional às estruturas familiares; ainda temos pessoas em Ariquemes que padecem necessidades básicas: alimentação, saúde e educação. Isso é inadmissível” – ela assinala.


“Se não está acontecendo o mínimo é preocupante, daí investir nas pessoas, abrir portas para elas, e melhorar famílias que compõem a sociedade” – diz.
Mudar a realidade
Agna observa que os próprios conflitos sociais ou o “caos social” também se originam de questões familiares, e eles são o foco do seu plano respeitando individualmente as pessoas e coletivamente as famílias, facilitando uma convivência harmônica.


A pré-candidata acredita que as candidaturas concorrentes são importantes para a população, mas propõe algo que considera melhor: o debate. “É imprescindível ter vários nomes” – apelou.


Agna considera ter vindo de uma trajetória de vida “construída com muita luta e muito trabalho.” Está concluindo o doutorado em geografia, depois de longo esforço em estudos e pesquisas.


A política apareceu-lhe como oportunidade para mostrar o que  pode fazer em prol da sociedade. À pergunta do apresentador Ricardo Schwantes se ela se considerada “o novo”, respondeu:
“Todo mundo faz política desde que nasce, mas o trabalho com pessoas me proporcionou colocar-me à disposição e as ideias também; sou novo e sou o improvável.”
Agna tem 29 anos de congregação religiosa nas Igrejas Assembleia de Deus, cita a Bíblia Sagrada: “O novo e o improvável são possibilidades de mudanças.” “Com essas características, as pessoas olharão pra mim e perguntarão: quem é você, quais são suas ideias?”