Bens foram bloqueados para garantir ressarcimento ao erário (foto Marcelo Gladson, O Observador)
Porto Velho, RO - A
Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da 2ª Delegacia de
Repressão ao Crime Organizado (DRACO-II), deflagrou, no início da manhã
desta sexta-feira (16), a Operação Sutura, com o objetivo de cumprir
medidas cautelares de busca e apreensão, afastamento de função pública,
sequestro e indisponibilidade de bens, entre outras providências
judiciais, no âmbito de investigações que apuram fraudes no Instituto de
Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho –
IPAM.
As investigações indicam que uma empresa do ramo de Fonoaudiologia, credenciada exclusivamente para a prestação de serviços básicos de saúde, passou a faturar procedimentos cirúrgicos de alta complexidade, em desacordo com os termos contratuais, além de praticar superfaturamento de valores. O esquema criminoso envolvia servidores públicos do IPAM e particulares, mediante manipulação de sistemas informatizados, duplicação de guias médicas e realização de pagamentos irregulares, ocasionando prejuízos aos cofres públicos.
Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nos municípios de Porto Velho e Guajará-Mirim, além de medidas judiciais de afastamento de agentes públicos de suas funções, bem como sequestro e indisponibilidade de bens, visando assegurar a reparação do dano e a efetividade da persecução penal.
A operação conta com o
apoio da Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (DECCO), do
Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRO),
da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PCRO), bem como de diversas
delegacias de polícia.



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