Presidente da ALE entra em rota de colisão com prefeitos e pode comprometer sua reeleição

Presidente da ALE entra em rota de colisão com prefeitos e pode comprometer sua reeleição

Prefeitos insatisfeitos não fazem campanha. Alguns trabalham contra. Outros apenas se afastam . Em ano eleitoral isso costuma ser suficiente para mudar destinos

Porto Velho, RO - O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO), Alex Redano enfrenta um desgaste crescente com prefeitos de sua própria base eleitoral. Nos bastidores, o clima é de irritação. O motivo é direto e concreto: a recusa em pautar projetos considerados vitais para os municípios do estado.

Entre eles, ganha destaque o projeto de transacao tributaria que tramita na ALE e é visto por prefeitos como uma válvula de escape num momento de forte aperto fiscal. Pequenos municípios, que compõem a maior parte da base eleitoral do presidente da Casa, enfrentam queda relevante de arrecadação e dificuldades reais para fechar as contas. Para muitos gestores, o projeto representaria alívio imediato e previsibilidade mínima.

A tensão aumenta porque o problema não é exclusivo dos municípios. O próprio Governo de Rondônia recebeu recentemente alerta oficial sobre a trajetória preocupante de suas contas públicas. Ainda assim, a proposta segue fora da pauta.

Prefeitos relatam que já ocorreram diversas reuniões na Assembleia Legislativa. Saem sempre com a mesma impressão: a decisão de não pautar o projeto seria pessoal do presidente. A leitura política é simples. Ao segurar uma matéria que interessa diretamente às cidades, Redano se distancia justamente de quem sustenta sua força eleitoral.

A base do presidente não é feita apenas de Ariquemes. Ela é formada majoritariamente por municípios pequenos, dependentes de repasses estaduais e sensíveis a qualquer atraso ou rigidez fiscal. Nessas cidades, o apoio do prefeito ainda pesa. E pesa muito.

No xadrez político, o risco é claro. Prefeitos insatisfeitos não fazem campanha. Alguns trabalham contra. Outros apenas se afastam . Em ano eleitoral isso costuma ser suficiente para mudar destinos.

A crise fiscal pede decisão. O silêncio da pauta cobra seu preço. E na política, como na vida, quem segura demais acaba ficando sozinho.

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