Mas isso é o suficiente para que Kim Jong-un se mantenha a salvo da pressão americana? Para Jeongmin Kim, diretora da consultoria Korea Risk Group, a Coreia do Norte tenta manter um perfil discreto neste momento, longe do frenesi do discurso por desnuclearização que antes pressionava sua política externa e colocava o país na lista de prioridades dos EUA.
"Mas, ainda assim, o que aconteceu no Irã foi que, durante o que eles acreditavam ser uma negociação com o governo Trump, o ataque ocorreu. Da perspectiva da Coreia do Norte, esse é um cenário que eles realmente não querem ver acontecer com eles mesmos."
Um dos ensinamentos mais valiosos dos acontecimentos recentes é que manter armas nucleares é fundamental para a sobrevivência do regime liderado por Kim Jong-un.
Pyongyang pode usar a ameaça de seu arsenal nuclear, combinada com avanços na tecnologia de mísseis balísticos, tanto como instrumento de pressão em negociações quanto para garantir que os EUA teriam de arriscar uma guerra nuclear para derrubar o regime.



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