
Porto Velho, RO - O cenário político em Rondônia já vive clima de campanha antecipada. As pré-candidaturas ao governo estadual, especialmente do senador Marcos Rogério (PL-RO) e do prefeito Adailton Fúria (PSD), vêm protagonizando uma disputa marcada por críticas públicas, provocações e forte engajamento — muitas vezes radicalizado — nas redes sociais.
Redes sociais viram campo de batalha
A
base de apoiadores dos dois pré-candidatos cresce em volume e
intensidade. Nas plataformas digitais, o debate político tem sido
substituído, em muitos casos, por ataques pessoais, insinuações e
tentativas de desconstrução de imagem.
De um lado, críticos resgatam o passado político de Marcos Rogério, associando-o a posições consideradas mais à esquerda em momentos anteriores de sua trajetória. Do outro, aliados do senador direcionam críticas ao grupo político de Adailton Fúria, destacando o alinhamento do PSD com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Provocações e disputa narrativa
O
embate ganhou novos capítulos com ações diretas dos próprios
pré-candidatos. Adailton Fúria, conhecido por um estilo mais incisivo,
publicou recentemente um vídeo que chamou atenção: aparece conduzindo
uma “motinha elétrica”, afirmando ter percorrido o trajeto de Cacoal até
Guajará-Mirim.
Na gravação, o prefeito provoca o adversário e cobra posicionamentos sobre temas sensíveis para a população, como:
Pedágios na BR-364
Recuperação da BR-429
Situação da BR-425, que liga Guajará-Mirim
A
estratégia reforça uma tentativa de colar no adversário a
responsabilidade por problemas estruturais das rodovias federais no
estado.
Defesa e contra-ataque
Já o senador Marcos
Rogério tem adotado uma linha de defesa focada em afastar sua imagem de
decisões impopulares, especialmente no que diz respeito à privatização
da BR-364 — tema que gera forte repercussão entre os eleitores
rondonienses.
Nos bastidores e nas redes, aliados trabalham para
dissociar o parlamentar de medidas que possam gerar desgaste político,
enquanto reforçam críticas à gestão e alianças do adversário.
Polarização antecipada
Analistas
apontam que o atual momento revela uma disputa altamente polarizada
antes mesmo da campanha oficial. O uso intensivo das redes sociais como
principal arena política tende a ampliar o alcance das “farpas” e
consolidar narrativas entre os eleitores.
Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que tanto Marcos Rogério quanto Adailton Fúria terão de enfrentar cobranças constantes sobre seus históricos, alianças e posicionamentos.
Hildon Chaves adota postura discreta
Enquanto
o embate domina o debate público, o pré-candidato Hildon Chaves aparece
em posição mais discreta. Longe dos atritos diretos, ele cumpre agenda
fora do país, em viagem aos Estados Unidos, o que tem sido interpretado
como uma estratégia de distanciamento momentâneo do confronto político
local.
Expectativa para os próximos meses
A
tendência é que o tom da disputa continue elevado até o período
eleitoral. Em um ambiente de alta exposição e pressão pública, os
pré-candidatos deverão ser cobrados a esclarecer contradições, responder
críticas e apresentar propostas concretas.
Em meio a ataques, provocações e narrativas em disputa, um ponto é consenso entre observadores: até o fim da campanha, tanto Marcos Rogério quanto Adailton Fúria precisarão dar respostas claras ao eleitorado — que acompanha, cada vez mais atento, cada movimento dessa corrida pelo governo de Rondônia.



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