Por que acordo de Trump para assumir 'controle' do petróleo da Venezuela está sendo alvo de críticas

Por que acordo de Trump para assumir 'controle' do petróleo da Venezuela está sendo alvo de críticas

 

sendo alvo de críticas

A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, usando um capacete vermelho com a inscrição PDVSA; ao lado do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, que veste um macacão azul e um capacete branco; durante uma visita às instalações de produção de petróleo da empresa mista entre a Chevron e a estatal petrolífera PDVSA, na Faixa Petrolífera do Orinoco.

Crédito,Reuters

Legenda da foto,Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela
    • Author,Ángel Bermúdez
    • Role,BBC News Mundo
  • Published
  • Tempo de leitura: 12 min

O acordo de petróleo com a Venezuela anunciado na última sexta-feira (28/8) por Donald Trump é uma das medidas mais polêmicas que o presidente dos Estados Unidos tomou em relação ao país sul-americano.

E isso não é pouca coisa, considerando que, nos últimos 12 meses, o republicano estabeleceu um bloqueio marítimo contra a Venezuela, realizou uma operação militar para deter o então presidente Nicolás Maduro e, finalmente, em vez de promover uma transição democrática, acabou reconhecendo sua então vice-presidente, Delcy Rodríguez, como governante interina do país.

Nesta sexta-feira, Trump informou, por meio de uma mensagem na rede social Truth Social, que havia fechado "o maior acordo de petróleo da história", por meio do qual os EUA teriam obtido "o controle majoritário" sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo venezuelano "sem nenhum custo para o contribuinte americano".

A informação foi confirmada pouco depois por Rodríguez, que afirmou que o acordo trará investimentos de mais de US$ 100 bilhões, além de uma receita tributária para o Estado venezuelano de cerca de US$ 209 bilhões.

Imediatamente, começaram a surgir duras críticas e questionamentos de setores muito diversos da sociedade venezuelana.

sendo alvo de críticas

A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, usando um capacete vermelho com a inscrição PDVSA; ao lado do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, que veste um macacão azul e um capacete branco; durante uma visita às instalações de produção de petróleo da empresa mista entre a Chevron e a estatal petrolífera PDVSA, na Faixa Petrolífera do Orinoco.

Crédito,Reuters

Legenda da foto,Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela
    • Author,Ángel Bermúdez
    • Role,BBC News Mundo
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  • Tempo de leitura: 12 min

O acordo de petróleo com a Venezuela anunciado na última sexta-feira (28/8) por Donald Trump é uma das medidas mais polêmicas que o presidente dos Estados Unidos tomou em relação ao país sul-americano.

E isso não é pouca coisa, considerando que, nos últimos 12 meses, o republicano estabeleceu um bloqueio marítimo contra a Venezuela, realizou uma operação militar para deter o então presidente Nicolás Maduro e, finalmente, em vez de promover uma transição democrática, acabou reconhecendo sua então vice-presidente, Delcy Rodríguez, como governante interina do país.

Nesta sexta-feira, Trump informou, por meio de uma mensagem na rede social Truth Social, que havia fechado "o maior acordo de petróleo da história", por meio do qual os EUA teriam obtido "o controle majoritário" sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo venezuelano "sem nenhum custo para o contribuinte americano".

A informação foi confirmada pouco depois por Rodríguez, que afirmou que o acordo trará investimentos de mais de US$ 100 bilhões, além de uma receita tributária para o Estado venezuelano de cerca de US$ 209 bilhões.

Imediatamente, começaram a surgir duras críticas e questionamentos de setores muito diversos da sociedade venezuelana.

Em uma mensagem dirigida ao secretário de Estado, Marco Rubio, um dos articuladores do acordo, o economista venezuelano Ricardo Haussmann, professor da Escola de Governo Kennedy da Universidade Harvard e ferrenho opositor do governo venezuelano, criticou duramente o ocorrido.

"Você decidiu usar o poder dos Estados Unidos não para libertar os venezuelanos, mas para se aliar aos nossos opressores. Optou por promover uma apropriação de ativos, um acordo inconstitucional com um governo ilegítimo e opressor, em vez de usar a liderança dos Estados Unidos para primeiro restabelecer a ordem constitucional e a democracia", escreveu Haussmann no X.

No outro extremo ideológico, Rafael Ramírez, que foi presidente da estatal Petróleos de Venezuela S.A (conhecida pela sigla PDVSA) e ministro do Petróleo durante grande parte do governo de Hugo Chávez, disse que o acordo entraria para a história "por ser entreguista e por abrir as portas para o novo colonialismo dos EUA".

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