
- Por Emily Nery e Paola Churchill
- De São Paulo para a BBC News Brasil
- Tempo de leitura: 10 min
Numa das muitas vezes em que chegou a um pronto-socorro dobrada de dor, a colombiana Melisa Gaona ouviu que não havia o que fazer ali: ela não era "uma urgência vital", lhe disse o médico, mandando-a de volta para casa.
Em outro momento, diz ela, quando insistiu que o que sentia era insuportável, um profissional respondeu que se ela queria morrer, que se matasse.
Melisa tem 26 anos, nasceu em Bogotá e convive desde a infância com endometriose, doença inflamatória crônica em que um tecido semelhante ao que reveste o útero cresce fora dele. No caso dela, chegou ao estágio mais grave, comprometendo órgãos e sua rotina.
"Dói comer, dói andar, dói evacuar, dói urinar", ela resume. "Isso já não é normal."
Em 2025, depois de anos de cirurgias, medicamentos e internações sem alívio duradouro, Melisa tomou uma decisão que repercutiu dentro e fora da Colômbia: formalizou um pedido de eutanásia.



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