Foto: Unsplash/Tapio Haaja
Dívida pública chegou a 90,3% do PIB, o maior patamar em décadas, e a União Europeia pressiona pela redução do déficit
Eleita o país mais feliz do mundo por nove anos seguidos, a Finlândia atravessa um período de aperto nas contas públicas. Com eleições marcadas para abril de 2027, o debate no país já gira em torno de quais serviços públicos, benefícios sociais e aposentadorias terão as maiores reduções.
Segundo o instituto nacional de estatísticas finlandês, a dívida pública chegou a 90,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, contra cerca de 65% antes da pandemia. O déficit e a dívida estão nos piores níveis desde a década de 1990, e o Tesouro projeta déficit de 4,2% do PIB em 2026.
Entre os fatores apontados estão o aumento dos gastos com defesa após a entrada do país na Otan, em 2023, os custos para substituir a energia antes comprada da Rússia, o envelhecimento da população e o crescimento econômico lento.
A União Europeia abriu em janeiro um procedimento por déficit excessivo e deu à Finlândia até o fim de 2028 para corrigir a situação. Economistas estimam que serão necessários ajustes entre 8 bilhões e 11 bilhões de euros.
Por: João Pedro de Carvalho Tozatto




0 Comentários