Cais do Valongo, no Rio, Sociedade Protetora dos Desvalidos, em Salvador, e Serra da Barriga, em Alagoas, passam a integrar rede internacional que preserva a história da escravidão
Três locais ligados à história da escravidão e da resistência da população negra no Brasil foram incluídos na Rede de Lugares de História e Memória Relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (29).
O Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro, guarda vestígios de um dos principais pontos de desembarque de africanos escravizados nas Américas e já está na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco desde 2017. A Sociedade Protetora dos Desvalidos, em Salvador, fundada em 1832 por homens negros livres, é considerada a primeira instituição civil negra do país em funcionamento contínuo. Já a Serra da Barriga, em União dos Palmares (AL), abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares.
A candidatura foi apresentada pelo Ministério das Relações Exteriores, que, em nota, afirmou que a inclusão contribui para preservar a memória da escravidão, reconhecer a resistência histórica da população negra e educar as novas gerações.
Criada em 2024 dentro do programa Rotas dos Escravizados, a rede da Unesco conecta lugares de diferentes países para promover intercâmbio de experiências, pesquisa e ações educativas. Do Brasil, já faziam parte o Museu da Inconfidência, em Minas Gerais, e os museus Casa da Hera e da República, no Rio de Janeiro.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
Por: João Pedro de Carvalho Tozatto




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