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Modelagem com dados de 193 países estima quase 3 milhões de mortes a menos por ano; quem tem doença renal deve consultar médico
São Paulo (SP) – Substituir o sal de cozinha por uma mistura com menos sódio e mais potássio poderia evitar quase 3 milhões de mortes por ano no mundo, segundo estimativa publicada na revista Nature Health por pesquisadores do The George Institute for Global Health, da Austrália. O cálculo equivale a cerca de 15 em cada 100 mortes ligadas a doenças do coração, da circulação e dos rins.
No produto simulado, um quarto da composição é cloreto de potássio. A troca também poderia impedir mais de 10 milhões de novos casos dessas doenças a cada ano. O trabalho é uma modelagem matemática, não um ensaio clínico novo: os autores cruzaram dados de 193 países com resultados de estudos anteriores, incluindo um grande teste na China com cerca de 21 mil pessoas.
No Brasil, o consumo médio de sal fica perto de 9 gramas por dia, quase o dobro do limite de 5 gramas recomendado pela OMS. Especialistas alertam que pessoas com doença renal moderada ou avançada, ou que usam certos remédios que retêm potássio, devem falar com o médico antes de adotar o sal enriquecido. A meta continua sendo reduzir o sal total da alimentação.
Fonte: g1
Por: João Pedro de Carvalho Tozatto




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