Brasil não avalia aplicar 4ª dose da vacina no momento, diz Queiroga

Brasil não avalia aplicar 4ª dose da vacina no momento, diz Queiroga

 

Ministro afirmou que grupo técnico da Saúde descartou adotar medida por enquanto, mas que aplicação deve ser a 'dose de 2022'



O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

SERGIO LIMA/AFP

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (7) que o Brasil não deverá aplicar a quarta dose da vacina contra a Covid-19 por enquanto. Segundo o chefe da pasta, os técnicos da Saúde descartaram adotar a medida neste momento, mas é possível que a aplicação seja a "dose de 2022" do imunizante.

"A área técnica tem discutido isso. A secretária Rosana [Leite de Melo, secretária extraordinária de enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde] conversou comigo na sexta-feira passada e disse que o grupo técnico, neste momento, não avalia aplicar a quarta dose. Mas na prática seria a dose de 2022. O que nós temos é doses para garantir que todas as doses necessárias que sejam recomendadas pelos técnicos sejam disponibilizadas para a população brasileira", disse o ministro.

Queiroga afirmou que o ministério tem trabalhado para garantir a vacina, que já foram distribuídos 430 milhões de doses e que não faltará imunizante no caso de o país adotar a quarta aplicação. Ele voltou a dizer que a vacina tem sido importante para que os efeitos da Covid-19 sejam menos nocivos, chamando-a de "grande força" no combate à variante Ômicron.

O ministro disse que o ministério é a favor das vacinas e tem sido destaque no enfrentamento do coronavírus, por isso o Brasil foi escolhido por consenso para representar as Américas no grupo criado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para discutir projetos relacionados às pandemias. África do Sul, Egito, Holanda, Japão e Tailândia também participam da equipe.


Vacina contra a Covid-19 destinada a crianças

Vacina contra a Covid-19 destinada a crianças

FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL - 22.01.2022

Vacinação infantil

Queiroga afirmou que o ministério tem trabalhado para “trazer os pais” para a vacinação e assim aumentar a adesão à imunização, mas que não vai impor a aplicação. Segundo ele, não é apenas em relação às crianças que há resistência de parte da população em buscar a aplicação de doses.

“Já tem mais de 70 milhões de doses de vacina com os estados e municípios. Então essa questão não só se verifica com a questão das crianças de 5 a 11 anos. É claro que é um tema mais sensível, as crianças. Essas vacinas foram desenvolvidas num curto espaço de tempo, isso é um grande avanço da ciência. Nós temos que avançar de maneira sustentada, trazendo os pais para buscar a vacinação, sem obrigá-los, porque é pior. Então vamos trabalhar para que todos possam exercer esse direito”, declarou.

O titular da Saúde disse que o ministério tem atuado para garantir que os imunizantes suficientes para vacinar todo o público entre 5 e 11 anos cheguem até a próxima semana: “Estamos trabalhando fortemente para antecipar doses infantis, para que os pais também exerçam o direito de vacinar seus filhos. Até 15 de fevereiro nós distribuiremos doses para vacinar todas as crianças de 5 a 11 anos”.

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