Quem é Yahya Sinwar, o chefe do Hamas em Gaza, procurado por Israel

Quem é Yahya Sinwar, o chefe do Hamas em Gaza, procurado por Israel


O comandante do maior ataque terrorista em solo israelense e que, por consequência, desencadeou a ofensiva militar mais feroz contra Gaza teve a sua sentença decretada pelas Forças de Defesa de Israel:

“Yahya Sinwar, o líder do Hamas que reacendeu a guerra entre a Palestina e Israel, é um homem morto”, afirmou Daniel Hagari, porta-voz do Exército israelense.
Yahya Sinwar, que governa Gaza e foi o responsável pelo ataque a Israel, em um evento na Cidade de Gaza, em abril de 2022. — Foto: Adel Hana/ AP
1 de 1 Yahya Sinwar, que governa Gaza e foi o responsável pelo ataque a Israel, em um evento na Cidade de Gaza, em abril de 2022. — Foto: Adel Hana/ AP

Yahya Sinwar, que governa Gaza e foi o responsável pelo ataque a Israel, em um evento na Cidade de Gaza, em abril de 2022. — Foto: Adel Hana/ AP

Considerado o número dois na hierarquia do Hamas e o mais alto funcionário do grupo na Faixa de Gaza, Sinwar governa o território palestino há seis anos, eleito por meio de votações secretas. O chefe político, Ismael Haniyeh, está baseado no Catar.

Atribui-se a ele o planejamento da Operação Dilúvio de Al-Aqsa, que infiltrou centenas de terroristas armados em território israelense, responsáveis pelo assassinato de pelo menos 1.000 pessoas, a grande maioria civis, e a tomada de 130 reféns.

Imagens fortes: vídeos mostram execuções de israelenses por soldados do Hamas

O atual comandante do Hamas em Gaza passou 23 anos em prisões israelenses, condenado a quatro penas de prisão perpétua, pela morte de dois soldados israelenses e de quatro palestinos considerados espiões de Israel.

Foi libertado em 2011, com mais 1.026 prisioneiros palestinos, em troca do soldado israelense Gilad Shalit, sequestrado cinco anos antes pelo Hamas.

Aos 61 anos, Sinwar fala e escreve hebraico fluentemente e declarou que enquanto esteve preso, dedicou-se a estudar o inimigo.

Em 2018, durante as negociações para um cessar-fogo com Israel, ele redigiu, à mão e em hebraico, uma mensagem ao primeiro-ministroBenjamin Netanyahu, com apenas duas palavras: “risco calculado”.

O premiê israelense concordou, então, em permitir a entrada de ajuda financeira regular do Catar a Gaza, em troca de uma trégua frágil com o Hamas, sem aceder, contudo, a outras exigências, como troca de prisioneiros e levantamento do bloqueio ao enclave.

Nas celebrações do 35º aniversário do grupo islâmico armado, em dezembro passado, quando Netanyahu preparava-se para assumir um novo mandato no comando de uma coalizão com a extrema direitaSinwar previu um confronto aberto em Israel em 2023.

“Temos que dar a oportunidade de reacender a resistência na Cisjordânia”, disse ele, criticando a gestão do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Os primeiros bombardeios das forças israelenses em Gaza, no sábado passado, foram direcionados à casa e ao gabinete de Sinwar, sem atingi-lo.

A onda de assassinatos seletivos perpetrados por Israel, no início dos anos 2000, executou dois comandantes do Hamas: em 2002, o fundador do grupo, Ahmed Yassin, e em 2004, o seu sucessor, Abdel Aziz Rantissi.

Depois disso, os principais alvos, como Yahya Sinwar, passaram a se esconder em bunkers fortificados e raramente aparecem em público.

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