Familiares e amigos acompanham audiência de instrução do Caso Débora em Manaus — Foto: Carolina França/ Rede Amazônica
1 de 3 Familiares e amigos acompanham audiência de instrução do Caso Débora em Manaus — Foto: Carolina França/ Rede Amazônica

Na frente do fórum, uma equipe da Rede Amazônica conversou com a tia de Débora, a dona de casa Rita de Cássia. Emocionada, ela afirmou que a dor é grande, mas acredita no poder judiciário.

"Estamos aqui com nossa família e nossos cartazes para dar o nosso nosso apoio e esperamos que a justiça seja feita. É um sentimento de dor, muita dor. A dor da perda, a forma com que a minha sobrinha foi assassinada, a forma como foi feito, a crueldade, e a barbárie com o bebê dela. Então, tudo isso gera uma revolta, uma indignação, uma dor muito grande", disse a tia de Débora.

Rita de Cássia (direita) junto com os familiares e amigos de Débora da Silva Alves — Foto: Carolina França/ Rede Amazônica

Audiência de instrução

Conforme a Lei nº 11.719, de 2008, no primeiro momento, a audiência de instrução segue os seguintes ritos:

  • tomada de declarações do ofendido
  • a inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o disposto no art. 222 deste Código
  • esclarecimentos dos peritos;
  • acareações
  • reconhecimento de pessoas e coisas;
  • por último, interrogatório do acusado.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), a audiência acontece nesta ordem. No entanto, as etapas são divididas em dias.

Gil Romero Machado Batista e Debora da Silva Alves — Foto: Reprodução

O crime

Débora da Silva Alves, de 18 anos, estava grávida de oito meses, e foi encontrada morta na manhã do dia 3 de agosto, em uma área de mata localizada no Mauazinho, Zona Leste de Manaus.

A mulher foi queimada e teve os pés cortados. A jovem também tinha um pano no pescoço o que, segundo a polícia, indica que ela foi asfixiada.

De acordo com o delegado Ricardo Cunha, a vítima desapareceu no dia 29 de julho deste ano, quando saiu de casa para encontrar o suspeito, que lhe entregaria dinheiro para comprar o berço da criança.

O corpo dela foi encontrado no dia 3 de agosto, depois que a polícia prendeu José Nilson, suspeito de participação no crime. O homem era colega de trabalho de Gil Romero.

Após as investigações apontarem a participação de Gil Romero, o homem foi considerado foragido. As polícias Civil do Amazonas e Pará identificaram que ele estava escondido, no Pará, e montaram uma operação.

O suspeito foi preso na noite do dia 8 de agosto, em Curuá, no Pará. Na tarde do dia seguinte, 9 de agosto, o suspeito foi transferido para Manaus, e prestou depoimento, pela primeira vez, sobre o crime.

Inicialmente, Gil Romero disse que o bebê foi queimado junto com a mãe, ainda na barriga. No segundo depoimento, ele disse que retirou a criança da barriga da mãe, já morta, e jogou o corpo no rio.

Na sexta-feira da semana, 3 de novembro, a família decidiu retornar à área onde o corpo de Débora foi encontrado. Após fazer buscas, os familiares encontraram uma ossada que acreditam ser do bebê.

O material foi enviado para perícia no Instituto Médico Legal (IML).