Desemprego cai a 7,6% no trimestre terminado em outubro, diz IBGE

Carteira assinada volta a subir

O IBGE também destaca o número de empregados com carteira de trabalho no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos), que chegou a 37,6 milhões de trabalhadores, no maior contingente desde junho de 2014.

É um aumento de 1,7%, ou 620 mil pessoas a mais com carteira assinada, em relação ao trimestre anterior. No trimestre encerrado em outubro, houve aumento de 992 mil empregados com carteira a mais do que havia no ano passado.

Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, destaca que boa parte da formação de população ocupada no trimestre veio de empregos formais. Dos mais de 860 mil novos ocupados, cerca de 600 mil foram de carteira assinada.

O mercado de trabalho teve recuperação puxada por informais e conta própria no pós-pandemia. Sobretudo de 2022 para cá, começamos a acompanhar um crescimento importante do emprego com carteira.
— Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE

Quem também registrou melhora foi o número de trabalhadores por conta própria. No trimestre encerrado em outubro eram 25,6 milhões de pessoas, alta de 1,3% contra o trimestre anterior.

Os contingentes de empregados sem carteira no setor privado, trabalhadores domésticos, de empregadores e de empregados no setor público ficaram estáveis no trimestre e na comparação interanual.

Por fim, a taxa de subutilização — que faz a relação entre desocupados, quem poderia trabalhar mais e quem não quer trabalhar contra o total da força de trabalho — voltou a registrar queda. São 20 milhões de pessoas subutilizadas no país, o que gera uma taxa de 17,5% de subutilização. Essa é a menor taxa desde o trimestre móvel encerrado em dezembro de 2015.

Rendimento em alta

O rendimento real habitual teve alta de 1,7% frente ao trimestre anterior, estimado em R$ 2.999. No ano, o crescimento foi de 3,9%. O IBGE atribui o aumento à expansão continuada entre ocupados com carteira assinada, que têm rendimentos maiores.

Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 295,7 bilhões, mais um recorde da série histórica do IBGE. O resultado subiu 2,6% frente ao trimestre anterior, e cresceu 4,7% na comparação anual.