Guimarães foi picado em 28 de dezembro. Ele contou ao g1 ter acordado com o dedo inchado, doendo e ido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia. Na unidade de saúde, um médico cogitou ser uma ferida causada por uma aranha, mas receitou remédios e o liberou.

Vídeo mostra aranhas venenosas na casa de homem que amputou dedo após ser picado

Mais tarde, o paciente voltou ao posto e contou ter achado aranhas-marrons em casa, mas teve o mesmo tratamento. Só no dia 29, ele recebeu o soro antiaracnídico. Mesmo assim, o dedo necrosou e ele preciso amputar o membro. Ele ainda relatou ocorrências da síndrome do membro fantasma.

Desde então, o garçom tem guardado as aranhas para provar na Justiça que, além de ter sido picado, havia diversos aracnídeos no apartamento. Na foto, é possível ver aproximadamente 20 delas em um pote. Veja:

Imagem mostra aranhas venenosas na casa de homem que teve o dedo amputado após ser picado pelo animal — Foto: Alex Ferreira/TV Tribuna

Imagem mostra aranhas venenosas na casa de homem que teve o dedo amputado após ser picado pelo animal — Foto: Alex Ferreira/TV Tribuna

Justiça

"Por causa de negligência de dois médicos acabei amputando meu dedo. Não quero que ninguém passe pelo que estou passando".

Ao falar sobre a ação que vai mover contra o condomínio, o garçom lembrou ter escutado do zelador que a picada da aranha foi um caso isolado no edifício. "A quantidade de aranhas que achamos foi absurda", disse, ao justificar a decisão.

De acordo com Guimarães, a picada aconteceu dias depois de o prédio passar por dedetização. "O dono do apartamento [alugado por Guimarães] também não concorda que seja [um caso] isolado".

Serviço prejudicado

Garçom ficou com o dedo necrosado e precisou amputá-lo após ter sido picado por aranha-marrom em Praia Grande (SP) — Foto: Arquivo Pessoal

Garçom ficou com o dedo necrosado e precisou amputá-lo após ter sido picado por aranha-marrom em Praia Grande (SP) — Foto: Arquivo Pessoal

O garçom contou que, embora seja destro, usa a mão esquerda para carregar as bandejas. Ele acredita que será prejudicado no serviço. "Vai me atrapalhar bastante. Querendo ou não vou ter que me adaptar".

O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Praia Grande, mas não obteve resposta. O Condomínio Georgia também foi procurado, mas sem sucesso.