Segundo a pasta, responsável pelo balanço de vítimas no território palestino, 25.105 pessoas morreram em decorrência de bombardeios de Israel. Nas últimas 24 horas, 178 palestinos morreram, de acordo com o balanço.

O levantamento não separa mortes de civis e de integrantes do Hamas e de outros grupos terroristas. Mas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, a grande maioria das vítimas eram civis.

Os ataques do Hamas, que em 7 de outubro invadiram o sul de Israel, sequestrando e matando moradores e participantes de uma festa rave e dando início à guerra, causaram 1.404 mortes.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, chamou o número de mortos na guerra de "doloroso" e condenou Israel por continuar com os bombardeios a civis em Gaza.

“As operações militares de Israel espalharam a destruição em massa e mataram civis numa escala sem precedentes durante o meu tempo como secretário-geral”, disse.

Atualmente, os combates na Faixa de Gaza se concentram no campo de refugiados de Jabalia e ao redor da Cidade de Gaza.

Fundo de Israel para palestinos

Palestinos correm para receber itens de ajuda humanitária em Gaza

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Também neste domingo, o conselho de ministros de Israel aprovou um plano para que terceiros países passem a administrar um fundo fiscal para palestinos, atualmente congelado.

O fundo é gerado através de impostos recolhidos dentro de Israel pelo Ministério das Finanças e revertidos mensalmente para a ANP.

Apesar de terceirizar a administração, Israel segue reivindicando o direito de decidir quando o dinheiro será transferido para a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que governa a Cisjordânia, ainda de acordo com o plano.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que gerencia o fundo, declarou também neste domingo que quer o dinheiro na íntegra e não aceitará condições.

“Qualquer dedução dos nossos direitos financeiros ou qualquer condição imposta por Israel que impeça a ANP de pagar ao nosso povo na Faixa de Gaza é rejeitada por nós”, disse Hussein Al-Sheikh, secretário-geral do comité executivo da OLP, na plataforma de redes sociais.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a decisão do gabinete teve o apoio da Noruega e dos Estados Unidos, que serão os países que garantirão que o fundo permaneça em vigor.