Ato foi convocado pela maior central sindical do país e tem adesão de funcionários de bancos, comércio, setor bancário e caminhoneiros. Os sindicalistas são contra os planos econômicos do governo. Governo diz que população é contra paralisação.


Manifestantes se reúnem nas ruas de Buenos Aires em primeira paralisação geral do governo Milei, em 24 de janeiro de 2024.. — Foto: Tomas Cuesta/AFP

Manifestantes se reúnem nas ruas de Buenos Aires em primeira paralisação geral do governo Milei, em 24 de janeiro de 2024.. — Foto: Tomas Cuesta/AFP

Com o lema "o país não está à venda", a paralisação geral foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical do país, a partir do meio-dia (mesmo horário em Brasília), por um período de 12 horas. A Confederação de Trabalhadores Argentinos (CTA), segunda maior central sindical, também aderiu, assim como setores do peronismo.

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Contra as medidas econômicas

É a primeira vez desde 2019 que a CGT promove uma paralisação geral —o último foi no governo de Mauricio Macri, de direita. A CGT não promoveu paralisações no governo de Alberto Fernandéz, de esquerda.

Reação do governo Milei

O porta-voz do governo de Milei, Manuel Adorni, disse que a população argentina é contra a paralisação e que não se sabe ao certo qual é a motivação dos grevistas. Para ele, a CGT está "do lado errado da história" e que nos últimos anos os trabalhadores perderam liberdade.

"Quem quiser trabalhar deveria poder trabalhar, e quem quiser parar, pode parar, mas sem atrapalhar a vida dos outros", afirmou ele.

O governo afirmou que vai descontar o pagamento dos funcionários públicos que participarem da manifestação. Isso não acontecerá em todos os lugares; na província de Buenos Aires, que é governada por um político de esquerda, Axel Kicillof, os trabalhadores do Estado que pararem não terão desconto. Kicillof afirmou que vai respeitar o direito de greve.

Manifestantes em frente à residência oficial do presidente da Argentina, em Olivos, em 23 de janeiro de 2024 — Foto: Luis Robayo / AFP