Corte internacional chamou dezenas de países a avaliarem posição de Israel em territórios como a Cisjordânia


Lula durante entrevista coletiva no domingo (17) em Adis Abeba, na Etiópia, durante a qual comparou a morte de palestinos ao Holocausto. — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula durante entrevista coletiva no domingo (17) em Adis Abeba, na Etiópia, durante a qual comparou a morte de palestinos ao Holocausto. — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Além de descartar um pedido de desculpas a Benjamin Netanyahu pela comparação da ação em Gaza com o extermínio de judeus na segunda guerra, o governo brasileiro deve renovar nesta terça-feira (20), agora em Haia, sua reprovação à política de Israel sobre territórios palestinos.

A corte internacional analisa, a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU), a legalidade da ocupação, por meio de assentamentos, de locais como a Cisjordânia. O Brasil deve se manifestar hoje, por volta das 12h. E a posição do país será de tratar a ocupação desses territórios como ilegal.

Segundo fontes que tiveram acesso aos estudos que vão balizar a posição da diplomacia do Brasil, o entendimento é o de que a política de ocupação israelense impõe uma espécie de apartheid, uma segregação aos palestinos.

Esse novo capítulo no impasse que se instalou desde o fim de semana na relação entre Brasil e Israel precede reunião do presidente Lula com dois agentes importantes nos desdobramentos dos principais conflitos, hoje, no mundo.

Lula deve receber na quarta (21) o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, e, na quinta (22), pode ser visitado também pelo ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov. Essa agenda ainda está em suspenso. Ambos, Blinken e Lavrov, virão ao Brasil para a reunião do G20.