Apresentadora do Estúdio i, na GloboNews.

Presidente da legenda suspendeu os pagamentos desde que foi proibido de se comunicar com ambos, uma vez que estão sendo investigados pela Polícia Federal.


Valdemar Costa Neto, presidente do PL — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo/Arquivo

Valdemar Costa Neto, presidente do PL — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo/Arquivo

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, cortou salários do ex-ministro Braga Netto e de Marcelo Câmara, ex-assessor pessoal de Bolsonaro, no partido.

Segundo o blog apurou, Braga Netto ganhava cerca de R$ 40 mil, enquanto Câmara recebia cerca de R$ 20 mil pagos pelo partido. Valdemar suspendeu os pagamentos desde que foi proibido de se comunicar com ambos, uma vez que estão sendo investigados pela Polícia Federal no inquérito do roteiro do golpe.

Braga Netto atua no PL como uma espécie de responsável por logística e organização de palanques eleitorais.

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Ele sempre foi elogiado por Costa Neto, mas, no entorno do presidente do PL, o nível de envolvimento de Braga Netto com o roteiro do golpe - revelado pelas investigações policiais - surpreendeu até mesmo o presidente do partido.

Depoimento

Valdemar falou à PF por cerca de três horas e foi questionado se conhecia pessoas envolvidas com o roteiro do golpe. O advogado de Valdemar, Marcelo Bessa, disse ao blog nesta sexta-feira (23) que nunca foi cogitado que Valdemar não falasse e que ele respondeu a uma “bateria de perguntas”.

“Sem volta”

Valdemar Costa Neto e Bolsonaro — Foto: Reprodução/Youtube/PL

No PL, há o entendimento de que não há volta para Bolsonaro com o avanço das investigações. Aliados de Bolsonaro acreditam que, ao fim das apurações, ele será preso e calculam efeitos desse desfecho para o quadro eleitoral, já que ele é tido como principal cabo eleitoral do PL.