Grupo criminoso especializado em falsificação de documentos é alvo da PF em operação contra desmatamento ilegal

Doze mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (13), durante a Operação Limítrofe, deflagrada para desarticular um grupo criminoso especializado na falsificação de documentos públicos, utilizados para dar aparência de legalidade à madeira extraída de forma ilegal, em Alta Floresta do Oeste, Porto Velho e nos distritos de Vista Alegre do Abunã, Nova Califórnia e Extrema.

Além dos mandados de busca expedidos pela 3ª Vara Federal da Seção Judiciária de Rondônia, os policiais cumpriram determinação judicial para bloqueio de mais de R$ 51 milhões.

A ação resultou na apreensão de um veículo e uma arma, no distrito de Nova Califórnia.

De acordo com a Polícia, o trabalho de investigação teve início em 2019, após denúncia anônima informando que madeireiros da região estariam explorando madeiras na Terra Indígena Kaxarari, inclusive com a conivência de lideranças indígenas daquela localidade.

Durante as investigações, verificou-se a falsificação de diversas autorizações de extração, que teriam beneficiado vários envolvidos, dentre eles pessoas físicas e jurídicas.

Após a perícia do local que era indicado nas falsas autorizações, constatou-se que se tratava de uma área de proteção ambiental, localizada na Terra Indígena, e que, de fato, não houve extração de madeira de local permitido, o que reforçou a suspeita de que os criminosos falsificaram os documentos para “esquentar” madeiras extraídas ilegalmente.

Os investigados responderão, na medida de sua participação, pelos crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, crimes contra o meio ambiente e organização criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar 27 anos de prisão.

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