Ainda de acordo com o órgão, crianças de até cinco anos são as mais afetadas pelo vírus, como é o caso da filha da dona de casa Vanessa Viana. A menina foi levada, na noite de quinta-feira (19), ao SPA do Coroado pela mãe após apresentar quadro de febre alta ao longo de três dias.

"Já estava no terceiro dia dela de febre, indo e vindo, aí eu vim atrás. Tentando evitar por conta do contágio no pronto socorro, mas eu tive que vir", explicou Vanessa.

O rotavírus é de notificação obrigatória em crianças menores de cinco anos. Para maiores de cinco anos, os casos notificados são para surtos, ou seja, em situações de mais de um caso que tenham relação entre si.

Em outra unidade de saúde, no Hospital e Pronto-Socorro da Criança, conhecido como "Joãozinho", a mãe de outra paciente reclamou da falta de diagnóstico.

"Ela estava vomitando, diarreia, estava muito fraca, mal sem conseguir se alimentar e até agora não fizeram exame, mas agora a gente já vai pra casa. Ter que ir para outro hospital, porque aqui tá precária a situação", disse a vendedora Rafaele Fernanda.

Apesar de afetar mais crianças, pessoas de todas as idades estão suscetíveis à infecção rotavírus.

A dona de casa Margareth Menezes, procurou o SPA Alvorada, na noite da terça-feira (19), com os sintomas da doença. Ela recebeu a confirmação do diagnóstico da infecção, mas reclamou do tempo de espera para atendimento.

"Tá custando muito viu?" Três horas esperando aqui, horrível", ressaltou.

Rotavírus

Segundo a FVS, há três anos, os casos de rotavírus vem aumentando sucessivamente no Estado. Em 2021, foram registrados 46 casos. Já em 2022, o número subiu para 51 e no ano passado foi contabilizado 115 casos.

Já de 2023 para o ano de 2024, foram registrados 156 casos de rotavírus no Amazonas, sendo 124 em 2023 (janeiro a dezembro) e 32 em 2024 (janeiro a 20 de março). Para efeito comparativo, foram registrados quatro casos de rotavírus no período de janeiro a 20 de março de 2023.

O rotavírus é um dos principais agentes virais causadores das doenças diarreicas agudas e graves. Caso não seja tratada adequadamente, pode desenvolver complicações em quadros graves, que podem até levar à morte.

"É uma infecção viral, a gente não usa antibiótico, faz o soro oral, não se usa remédio pra parar a diarreia, que era uma coisa muito comum aqui, um hábito comum da nossa população. Então, a diarreia é um mecanismo de defesa do organismo, logo você não pode dá remédio pra parar com a infecção", explicou a pediatra, Karla Godinho.

*Com informações de Lucas Bello da Rede Amazônica.