Senador Jaime Bagattoli preside audiência pública e cobra melhorias no escoamento da safra brasileira

Mesmo tendo bons desempenhos nos últimos anos, o agro segue enfrentando entraves já conhecidos pelos produtores rurais de todo o tamanho no Brasil. O tema da vez foi os desafios para o escoamento da safra brasileira, debatido durante uma audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), presidida, na última quarta-feira (6), pelo vice-presidente da CRA, o senador Jaime Bagattoli (PL). 

Durante a audiência, foram apresentadas as obras de infraestrutura em execução hoje no Brasil, as obras que ainda precisam sair do papel, bem como a divulgação dos dados mais recentes relacionados ao escoamento da produção agropecuária nacional. 

“É contraditório que um país, do tamanho do Brasil, ainda tenha as estradas como seu principal modal de transporte de cargas. Um país como o Brasil era para ser cortado de norte a sul, de leste a oeste, por ferrovias, porque em todo canto desse país tem gente produzindo alimentos, seja pelo agronegócio ou pela agricultura familiar. Um exemplo claro disso é a minha região Norte, uma região que hoje é pólo na produção agrícola e pecuária, mas que não consegue exportar tudo o que produz e encontra dificuldades desde as estradas até os portos”, declarou o senador. 

Sobre isso, Jaime lembrou que as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste concentram, hoje, 71% da produção de soja e milho no país, mas 63% das exportações destes grãos acontecem em portos do Sul e Sudeste. 

“A gente não pode se contentar só com os números positivos de um PIB, mas olhar para além e entender que ele poderia ser maior se, de fato, a gente investisse onde é necessário e urgente, que é a infraestrutura de escoamento desse país”, concluiu o senador.

A audiência pública teve, além dos integrantes da comissão, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Fabrício Galvão; a gerente técnica da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Ana Paula Gadotti; além do diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Alber Vasconcelos. 

Rondoniagora.com