Para o parlamentar, o cuidado com a população autista deve ser compartilhada entre a família, sociedade e poder público

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) em pronunciamento no Plenário do Senado lembrou que nesta terça-feira, 2 de abril é celebrado como o Dia Mundial do Autismo, data muito especial e oportunidade para aumentar a consciência sobre o autismo em todo o mundo, além de promover aceitação social e a celebração da diversidade neurocognitiva entre pessoas.

De acordo com o parlamentar, a data é uma celebração que visa não apenas educar o público sobre o autismo, mas combater os estigmas. “Para citar uma parábola bíblica, cuidar da primeira infância de nossas crianças é o mesmo que edificar a casa sobre a rocha. Os alicerces sólidos produzirão um adulto saudável e vocacionado a ser feliz. Assim sendo, destaco a importância crucial do atendimento às crianças na primeira infância, especialmente àquelas que são diagnosticadas com autismo”, disse.

Para o senador, a primeira infância é o período decisivo de desenvolvimento do ser humano, no qual as bases para habilidades cognitivas e emocionais são estabelecidas. Segundo ele, por meio do Marco Legal da Primeira Infância, nome pelo qual ficou conhecida a Lei nº 13.257, de 2016, o Estado estabelece diretrizes e princípios para orientar a criação de políticas públicas voltadas à faixa etária que vai do bebê na barriga à criança de seis anos.

O parlamentar lembrou de ter sido designado como Relator do PL nº 2.650 de 2022, originário da Câmara dos Deputados, que aperfeiçoa o Marco Legal da Primeira Infância em dois pontos fundamentais. “O projeto da Deputada Erika Kokay (PT-DF) deixa claro, acertadamente, que o poder público deve oferecer serviços que propiciam desenvolvimento infantil pleno, inclusivo, focado na aquisição de competências humanas e sociais, especialmente no que diz respeito às crianças com necessidades especiais”, ressaltou Confúcio.

O atendimento à primeira infância para crianças autistas deve ser holístico e integral, defende o senador Rondoniense. Segundo ele, para que compreenda áreas de terapia comportamental, fonoaudiologia, terapia ocupacional, neurologia, clínica geral, com professores e o apoio psicossocial para a família. “Quanto mais cedo essas intervenções começarem melhores serão os resultados. A família deve se concentrar em oferecer amor e cuidado aos filhos autistas. Ao Estado cabe disponibilizar recursos especializados a quem necessita”, concluiu Confúcio Moura.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado