Porto Velho (RO) – A BR-319, única ligação rodoviária entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO), voltou ao noticiário nesta semana após o presidente vetar trechos da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental que poderiam facilitar a pavimentação do “trecho do meio” — cerca de 400 km cercados por áreas seguras da floresta amazônica.
Ao mesmo tempo, o governo editou uma medida provisória criando uma licença ambiental especial para “obras estratégicas”. No entanto, os especialistas alertam que a aplicação prática ainda é incerta e dependerá da tramitação no Congresso.
Importância para Rondônia
Para o setor produtivo rondoniense, a BR-319 é vista como rota estratégica para reduzir custos logísticos, integrar mercados e fortalecer Porto Velho como hub no Arco Norte. Ambientalistas, porém, alertam que a pavimentação sem fiscalização pode gerar desmatamento e grilagem.
Seca, queimadas e qualidade do ar
O debate ocorre em meio à temporada seca, quando queimadas elevam os riscos à saúde. O boletim VigiAR da Agerisa/RO registrou nesta quarta-feira (13) qualidade do ar “boa” na maior parte do estado, mas piora moderadamente a ruim em Machadinho D'Oeste, com previsão de pontos “muito ruínas” nesta quinta (14).
O governo recomenda o uso de máscaras PFF2 ou N95 em dias de pior qualidade do ar.
Dados do Governo Federal apontam redução de 56,8% nos focos de calor e 61% nas áreas queimadas no país em julho, em relação ao ano anterior. Rondônia também apresentou queda expressiva.
Próximos passos
A medida provisória da licença especial aguarda análise no Congresso, enquanto os parlamentares locais cobram um acordo que permita a obra sem abrir a mão da proteção ambiental. Até lá, o futuro da BR-319 segue indefinido, com Rondônia equilibrando expectativas de desenvolvimento e desafios de preservação.



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