Movimentos e partidos de esquerda realizam atos contra a anistia

Movimentos e partidos de esquerda realizam atos contra a anistia



Em São Paulo, o ato foi na Praça da República e reuniu cerca de 8,8 mil pessoas no auge, segundo estimativa do Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a organização More in Common.

Participaram os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Luiz Marinho, do Trabalho, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e os deputados federais Guilherme Boulos e Érika Hilton, ambos do PSOL.

Manifestantes se reúnem na Praça da República, em São Paulo, em ato em favor da soberania brasileira e contra a anistia a bolsonaristas. — Foto: Matheus Meirelles/GloboNews

Manifestantes se reúnem na Praça da República, em São Paulo, em ato em favor da soberania brasileira e contra a anistia a bolsonaristas. — Foto: Matheus Meirelles/GloboNews

Em Fortaleza, houve uma passeata da Praça da Paz Dom Hélder Câmara até a comunidade Raízes da Praia.

Em Goiânia, os manifestantes levaram cartazes com frases como "quem manda no Brasil é o povo brasileiro", "fim da escala 6x1", "isenção para quem ganha até R$ 5 mil" e "taxação dos super-ricos".

Ato em defesa da democracia reúne manifestantes no Centro do Rio — Foto: Rafael Nascimento/g1 Rio

No Recife, o ato foi pela soberania nacional, defesa do meio ambiente e da democracia, e contra a anistia. Os participantes também pediram o Plebiscito Popular 2025, que defende a redução da jornada de trabalho sem corte de salários e o fim da escala 6x1, além de justiça tributária, com isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e aumento da alíquota para os mais ricos.

Em Maceió, a concentração foi na Praça da Faculdade, no Prado. O Grito dos Excluídos na capital alagoana foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sindicatos e movimentos sociais.

Cartaz levado por manifestante em ato de partidos de esquerda no 7 de Setembro, em Brasília — Foto: Mariana Assis/g1

Julgamento no STF e discussão de anistia no Congresso

Na última terça-feira (2), o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar Bolsonaro e mais sete réus pela tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022. O julgamento deve ser concluído até a próxima sexta (12).

Bolsonaro está em prisão domiciliar por violar medidas restritivas impostas anteriormente. Se for condenado, pode pegar até 43 anos de prisão. Ele também está inelegível, porque foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político.

Em paralelo, ganhou força na Câmara dos Deputados a discussão sobre a possibilidade de votar uma anistia para condenados por crimes contra a democracia.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está sob pressão dos aliados de Bolsonaro, mas ainda não colocou em votação qualquer projeto com essa finalidade.

O PL, partido de Bolsonaro, é o principal interessado, e o Centrão também está endossando a medida. A aliança formada por União Brasil e PP, que tem maior bancada na Câmara, anunciou o desembarque do governo Lula recentemente para aderir à campanha da anistia.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, esteve em Brasília para tentar convencer Motta a colocar o tema em votação.

Não se sabe ainda qual texto seria votado. Um dos pontos em discussão é o alcance da possível anistia: se ela valeria apenas para quem já foi condenado pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 ou se alcançaria também o ex-presidente e seus aliados que estão sendo julgados no STF.

Aliados mais próximos de Bolsonaro querem uma anistia geral. O Senado discute uma proposta alternativa que exclui o ex-presidente e reduz penas de golpistas condenados, sem que haja a anulação. 

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