O ‘PL da Dosimetria’ após a sanção contra a esposa de Moraes, segundo relator

O ‘PL da Dosimetria’ após a sanção contra a esposa de Moraes, segundo relator

 Paulinho da Força criticou a nova decisão dos EUA: 'Atacar a família é uma coisa inaceitável em qualquer lugar'



O deputado Paulinho da Força em sua conferência de posse, em 30 de novembro de 2023. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Porto Velho, RO -  Relator da proposta que busca reduzir as penas dos condenados por envolvimento no 8 de Janeiro, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) afirmou que a aplicação da Lei Magnitsky contra a esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, é inaceitável. A previsão pode alterar o cronograma do “PL da Dosimetria” — Paulinho não descartou a possibilidade de adiamento da votação.

“Até a Máfia deixou de fazer isso que os Estados Unidos fizeram com a mulher dele”, declarou o parlamentar à CartaCapital, manifestando solidariedade ao casal. “Atacar a família é uma coisa inaceitável em qualquer lugar do mundo.”

A Magnitsky, criada para punir estrangeiros acusados ​​de transparência de direitos humanos, tem sido utilizada por Donald Trump contra adversários políticos. Em julho, o governo norte-americano incluiu Moraes na lista de sancionados, sob a alegação de que o ministro liderou uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL),

A nova sanção ocorre duas semanas após o ex-capitão ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. A imposição de Magnitsky contra Viviane é resultado da união conjunta do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do blogueiro Paulo Figueiredo — os dois foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por coação no curso do processo nesta segunda.

Dias após as notificações de Bolsonaro no STF, a Câmara dos Deputados aprovou a urgência de um projeto de anistia, principal alternativa de oposição para reabilitar politicamente Bolsonaro. Paulinho da Força foi escolhido relator no dia seguinte à votação e já descartou a anistia ampla, geral e irrestrita defendida pelos bolsonaristas.

À reportagem, o deputado afirmou que conversará com líderes partidários nesta terça-feira, 23, para sentir o clima da Casa em relação ao texto.

"Se a maioria do Congresso achar que tem que votar, tudo bem. Se achar que tem que adiar, também não é uma sangria desatada, não", disse Paulinho. “Podemos esperar porque estou atualizado de que o meu projeto de dosimetria vai pacificar o País e vamos sair dessa encrenca.”

Fonte: Carta Capital

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