Governador Marcos Rocha cede 50 policiais militares para fazer seguranças de deputados estaduais

Governador Marcos Rocha cede 50 policiais militares para fazer seguranças de deputados estaduais

 

Cinquenta militares deixarão de fazer segurança da população para fazer segurança de deputados estaduais de Rondônia - Foto: Marcelo Gladson / O OBSERVADOR

Porto Velho (RO) — Em meio a cobranças por mais segurança pública nas ruas, o governo de Marcos Rocha prorrogou a cedência de 50 policiais militares para atuar na Assessoria Militar da Assembleia Legislativa de Rondônia durante todo o ano de 2026. A medida está prevista nos Decretos nº 31.139 e nº 31.140, ambos de 29 de dezembro de 2025, publicados no Diário Oficial do Estado.

Quantos policiais foram cedidos
Decreto nº 31.139/2025: 29 policiais militares (subtenente e sargentos)
Decreto nº 31.140/2025: 21 policiais militares (cabos)
👉 Total: 50 praças da Polícia Militar de Rondônia cedidas para a segurança institucional da Assembleia Legislativa.
O que dizem os decretos

As normas prorrogam as cedências de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026, com ônus para o órgão de origem, ou seja, os policiais continuam sendo pagos pela PMRO, mas exercem funções de segurança na Alero. A base legal citada inclui a Lei nº 4.302/2018 e o Estatuto dos Policiais Militares.

Os textos também preveem que, em situações excepcionais — como estado de calamidade, grandes eventos ou policiamento extraordinário —, os militares podem ser requisitados pelo Comandante-Geral da PM para retornar às atividades operacionais.

Por que a decisão gera polêmica

A prorrogação ocorre em um contexto de queixas recorrentes da população sobre falta de policiamento ostensivo em Porto Velho e em cidades do interior. Para críticos, a retirada de 50 policiais das ruas para segurança de parlamentares agrava a sensação de insegurança e evidencia um conflito de prioridades.

Defensores da medida argumentam que a segurança institucional é prevista em lei e que há mecanismos de retorno do efetivo em situações críticas. Ainda assim, a percepção pública pesa: cada policial deslocado faz diferença no patrulhamento diário.

O que pode acontecer agora
Pressão por transparência: sociedade e parlamentares devem cobrar dados sobre o impacto real no policiamento.
Ajustes operacionais: o Comando-Geral pode requisitar os cedidos em emergências.
Debate político: cresce a discussão sobre revisão das cedências diante da demanda por segurança nas ruas.

Em resumo: são 50 policiais militares dedicados à segurança da Assembleia em 2026. Legalidade à parte, o tema expõe o dilema clássico entre proteger o poder e atender o clamor popular por segurança — um debate que promete ganhar força ao longo do ano.



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