Operação da PF cumpre 21 mandados de prisão contra fraudes e lavagem

Operação da PF cumpre 21 mandados de prisão contra fraudes e lavagem

 

PF e PM cumprem mandados em SP, RJ e BA na manhã desta quarta (25/3). Operação Fallax investiga fraudes na Caixa e lavagem de dinheiro

Porto Velho, RO - Uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (25/3) em três estados cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, estelionato e lavagem de dinheiro.

Entre os alvos estão sócios do Grupo Fictor, que atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura, e foi arrastado para o escândalo do Banco Master ao tentar comprar a instituição de Daniel Vorcaro, em novembro. As fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões.

Os mandados, expedidos pela Justiça Federal paulista, são cumpridos em municípios dos estados de São Paulo (Rio Claro, Americana e Limeira), Rio de Janeiro e Bahia, Também foi determinado o bloqueio e sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões.

Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

A investigação que resultou na Operação Fallax teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos.

De acordo com as apurações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de alto valor e criptoativos, dificultando o rastreamento.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Fonte: Metropoles

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