
O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou nesta terça-feira (7) a 11ª fase da Operação Audácia, uma das maiores ações integradas de enfrentamento ao crime organizado realizadas no Estado.
A operação conta com a participação de forças estaduais e federais de segurança pública e tem como objetivo combater a atuação de organização criminosa investigada por suposta constituição ou integração de facção, além de outros delitos identificados durante as apurações.
Ao todo, estão sendo cumpridos 89 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão, totalizando 124 ordens judiciais expedidas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho.
As ações ocorrem em Porto Velho, Ariquemes, Machadinho do Oeste e Rolim de Moura, em Rondônia, além de Cruzeiro do Sul, no Acre, Humaitá, no Amazonas, e Catanduvas, no Paraná.
As medidas têm como finalidade reunir elementos para instruir Procedimento Investigatório Criminal instaurado pelo MPRO, que apura a possível atuação de uma organização criminosa com presença em Rondônia e em outros estados da Federação.
Além do cumprimento das ordens judiciais, a operação também busca recapturar foragidos da Justiça, executar mandados de prisão em aberto registrados no Banco Nacional de Mandados de Prisão e identificar eventuais situações de flagrante durante as diligências.
Entre os crimes que podem ser constatados no decorrer da operação estão posse ou porte ilegal de armas de fogo e munições, receptação e tráfico de drogas, entre outros.
O nome “Audácia” faz referência, segundo o Ministério Público, ao comportamento atribuído a alguns dos investigados, que teriam utilizado redes sociais para ostentar armas, dinheiro, drogas e símbolos ligados a facções criminosas.
A investigação aponta que as publicações seriam utilizadas como forma de exibição de poder e tentativa de intimidação, além de demonstrarem a intenção de ampliar a presença de grupos criminosos em determinadas regiões.
A operação mobilizou mais de 300 agentes de diferentes instituições. Participam equipes do GAECO do MPRO e do Ministério Público do Acre, Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado da Sesdec, Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado de Justiça e Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Entre as unidades especializadas envolvidas estão o Batalhão de Operações Especiais, Batalhão de Choque, Batalhão de Policiamento Tático de Ação e Reação, Batalhão de Fronteira e Divisas, Patrulhamento Tático Móvel, Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais, Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Gerência de Aviação da Sesdec e Grupamento de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros.
A operação também conta com apoio da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, e da Polícia Militar do Amazonas.
As investigações seguem sob responsabilidade do Ministério Público e das forças de segurança envolvidas. Novas informações sobre prisões, apreensões e possíveis desdobramentos deverão ser divulgadas após a conclusão das diligências.



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