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Relação entre religião e voto aparece com mais força no Centro-Oeste, mas não se repete no Sul nem no Norte; composição religiosa não explica sozinha o resultado
Brasília (DF) – Um cruzamento feito pelo g1 entre os dados de religião do Censo 2022, do IBGE, e o resultado do segundo turno da eleição presidencial, município a município, mostra que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) teve seu melhor desempenho nas cidades com maior proporção de evangélicos. A totalização do TSE confirmou a reeleição de Lula (PT) com 51,8% dos votos válidos, contra 48,2%.
Nos 502 municípios onde os evangélicos são até 10% da população, Lula obteve 68,5% dos votos válidos. Na faixa de 20% a 30%, a disputa ficou equilibrada, com 51,3% para Lula. A partir de 30% de evangélicos, o resultado se inverte: nos 58 municípios em que eles são mais da metade da população, Flávio chegou a 55,2%.
A relação, no entanto, varia pelo país. No Centro-Oeste, 42% dos municípios estão ao mesmo tempo no grupo de maior presença evangélica e de maior votação em Flávio, numa faixa que se estende de Mato Grosso a Goiás e avança por Rondônia, Tocantins e o sul do Pará. No Sul, a religião praticamente não explica o voto, e no Norte, áreas do Amazonas e do Pará com alta presença evangélica registraram votação intermediária ou baixa em Flávio.
O levantamento ressalta que correlação não significa causa: a composição religiosa não explica sozinha a geografia eleitoral, que depende de vários fatores considerados pelos eleitores.
Fonte: g1
Por: João Pedro de Carvalho Tozatto



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