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Projeto Lumina reproduz os primeiros 2 bilhões de anos após o Big Bang e confirma boa parte das observações, mas não explica as galáxias gigantes vistas pelo James Webb
Estados Unidos – Um grupo internacional de astrofísicos reconstruiu em imagens como o Universo deixou de ser escuro. Os resultados vêm do Lumina, uma simulação feita no Frontier, um dos supercomputadores mais potentes do mundo, e foram publicados nesta segunda-feira (26) na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Os cientistas alimentaram a máquina com as condições do Universo logo após o Big Bang, medidas por satélites, e deixaram as leis da física agirem ao longo dos primeiros 2 bilhões de anos. As imagens mostram bolhas de luz surgindo em torno das primeiras galáxias, crescendo e se unindo até dissolver a névoa de gás frio que cobria o cosmos. As regiões com mais galáxias "acenderam" primeiro, e os últimos bolsões de névoa só desapareceram cerca de 1 bilhão de anos após o Big Bang.
O modelo confirma que as estrelas fizeram a maior parte desse trabalho, enquanto os quasares — buracos negros gigantes que brilham intensamente — foram responsáveis por uma segunda etapa, ligada ao hélio, quase concluída perto dos 2 bilhões de anos. É a primeira simulação com esse nível de detalhe a mostrar as duas fases.
O resultado, porém, tem menos galáxias gigantes do que o telescópio espacial James Webb vem encontrando. Para os autores, isso sugere que as galáxias do Universo jovem cresceram mais rápido do que as teorias atuais explicam. Os dados completos do Lumina serão liberados para outros cientistas em 2028.
Fonte: g1
Por: João Pedro de Carvalho Tozatto



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