Palestinos são vistos ao lado de muro na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, no dia 21 de dezembro de 2023 — Foto: Fatima Shbair/Associated Press
1 de 2 Palestinos são vistos ao lado de muro na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, no dia 21 de dezembro de 2023 — Foto: Fatima Shbair/Associated Press

Palestinos são vistos ao lado de muro na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, no dia 21 de dezembro de 2023 — Foto: Fatima Shbair/Associated Press

A agência para refugiados palestinos da ONU (UNRWA) informou nesta sexta-feira (22) que 90% da população da Faixa de Gaza foi forçada a deixar suas casas desde o início do conflito entre as forças israelenses e os terroristas do Hamas.

De acordo com a última estimativa a região do território palestino contava com pouco mais de 2 milhões de habitantes.

Desses, 500 mil também se encontram em situação de crise alimentar, ou seja, sem opções seguras de alimentação e com a saúde fragilizada.

Palestinos são vistos diante de construção atingida por ataque aéreo em Rafah no dia 21 de dezembro de 2023 — Foto: Fatima Shbair/Associated Press
2 de 2 Palestinos são vistos diante de construção atingida por ataque aéreo em Rafah no dia 21 de dezembro de 2023 — Foto: Fatima Shbair/Associated Press

Palestinos são vistos diante de construção atingida por ataque aéreo em Rafah no dia 21 de dezembro de 2023 — Foto: Fatima Shbair/Associated Press

Após cerca de 10 semanas de ataques contínuos ao norte da Faixa de Gaza, Israel disse que ainda há meses de combates pela frente no sul de Gaza, a região para onde os militares pediram que o povo se refugiasse.

Desde então, as ordens de evacuação empurraram os civis deslocados para áreas cada vez mais pequenas do sul, à medida que as tropas se concentram na cidade de Khan Younis, a segunda maior de Gaza e a maior da faixa sul.

Os militares disseram na quinta-feira que estavam enviando mais forças terrestres, incluindo engenheiros de combate, para a cidade para atacar militantes do Hamas acima do solo e também em túneis.

Rafah — uma das cidades mais ao sul do território e que faz fronteira com o Egito — é um dos poucos lugares em Gaza que não está sob ordens de evacuação, mas tem sido alvo de ataques israelenses quase todos os dias.

O Ministério da Saúde de Gaza disse na sexta-feira que documentou 20.057 mortes nos combates e mais de 50.000 feridos. O Ministério e controlado pelo Hamas e os números não foram confirmados por fontes oficiais.