Haley é única rival de Donald Trump na corrida pela nomeação do Partido Republicano para concorrer à presidência. Saída, que será anunciada nos próximos dias, foi impulsionada por resultado da Superterça, segundo fontes do Wall Street Journal. Trump venceu em grande maioria dos estados até agora.


Nikki Haley posa para selfie  em evento de campanha em Vermont neste domingo (3) — Foto: Michael Dwyer/Associated Press

Nikki Haley posa para selfie em evento de campanha em Vermont neste domingo (3) — Foto: Michael Dwyer/Associated Press

A pré-candidata à presidência dos EUA Nikki Haley vai desistir da corrida eleitoral, segundo afirmou nesta quarta-feira (6) o jornal norte-americano "The Wall Street Journal".

Citando fontes da campanha, o jornal "The New York Times", as agências de notícia Associated Press e Reuters e a rede CNN Internacional também afirmaram que Haley deixará a pré-candidatura.

Até a última atualização desta reportagem, o anúncio não havia sido feito de forma oficial, mas sua campanha disse que Haley fará um pronunciamento ainda nesta manhã.

A decisão da desistência, segundo a imprensa norte-americana, foi impulsionada pelos resultados da Superterça, a votação simultânea de 15 estados realizada na terça-feira (5) que concretizou uma vitória avassaladora de Donald Trump do lado republicano.

Trump venceu na maioria dos estados. A Superterça elege cerca de um terço dos delegados -- que representam os candidatos -- do Partido Republicano em disputa. Dos 15 estados que realizaram prévias, Trump saiu vencedor em 14, incluindo Califórnia e Texas, os dois maiores colégios eleitorais do país. Haley venceu apenas em Vermont.

Ex-governadora da Carolina do Sul e ex-embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Haley é atualmente a única rival de Trump na disputa pelo Partido Republicano. Ela vem insistindo que não deixará a campanha, apesar de seu rival já ter conquistado uma maioria esmagadora de delegados.

Haley argumentava que era preciso permanecer na campanha para mostrar que há oposição, dentro do Partido Republicano, à candidatura de Donald Trump.

A ex-embaixadora na ONU também poderia se beneficiar de uma eventual decisão da Suprema Corte sobre a imunidade de Donald Trump desfavorável ao ex-presidente. Caso isso acontecesse, ela se tornaria a candidata automática do Partido Republicano, já que ninguém mais seguia na disputa.

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