Trump admite ter discutido com Netanyahu por ofensiva de Israel no Líbano
junho 03, 2026
Presidente relatou ter ficado "perturbado" com ofensivas israelenses no país árabe
Netanyahu se reúne com Trump na Casa Branca • Jonathan Ernst/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter tido uma discussão acalorada com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, dizendo em uma entrevista transmitida nesta quarta-feira (3) que não estava satisfeito com os conflitos entre Israel e o Líbano. "Sim, tive", disse Trump em entrevista ao podcast "Pod Force One". "Não diria que fiquei com raiva. Fiquei um pouco perturbado com as constantes brigas dele com o Líbano, sabe?"
O presidente americano prosseguiu dizendo que ele e Netanyahu se dão muito bem.
Duas pessoas familiarizadas com a ligação entre os líderes, na segunda-feira (1º), disseram que a conversa teve um tom acalorado, com o americano pressionando o líder israelense a reduzir os planos de operações militares no Líbano.
Em alguns momentos, Trump usou palavrões para expressar sua desaprovação à ofensiva planejada, que ameaçava prejudicar seus esforços para negociar um acordo preliminar com o Irã.
Em certo ponto, o presidente lembrou Netanyahu de como o havia apoiado no passado e o alertou de que bombardear o Líbano poderia isolar ainda mais Israel, disseram as fontes.
Netanyahu afirmou em seu próprio comunicado que as forças armadas israelenses continuariam atacando o sul do Líbano "conforme planejado".
Negociações entre Israel e Líbano
Representantes dos dois países retomam as negociações mediadas pelos Estados Unidos em Washington, D.C., nesta quarta-feira (3). A primeira rodada de conversas aconteceu na terça-feira (2).
O Departamento de Estado dos EUA confirmou que as conversas continuarão nesta quarta, após os dois lados terem realizado progressos.
“O progresso continua nas vias políticas e de segurança, à medida que nos afastamos dos fracassos dos últimos 20 anos e avançamos rumo a um acordo abrangente com o objetivo de restaurar a soberania do Líbano e garantir a segurança de Israel”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, nas redes sociais.
As discussões ocorrem em meio a contínuos ataques entre Israel e o Hezbollah e à ameaça de escalada por parte do governo de Benjamin Netanyahu.
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