Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Levantamento do Inca, divulgado no Outubro Rosa, aponta menor acesso a exames e tratamento e maior frequência de tumores agressivos entre mulheres negras
Rio de Janeiro – Mulheres negras morrem de câncer de mama 3,8 vezes mais que mulheres brancas no Brasil, embora a doença seja mais frequente entre as brancas. O dado está na publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, lançada nesta terça-feira (27) pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro.
Segundo a coordenadora da divisão de detecção precoce do Inca, Renata Maciel, a diferença pode estar ligada ao acesso ao diagnóstico precoce e às terapias. Ela explica que as mulheres negras têm mais casos do subtipo triplo-negativo, considerado mais grave, e fazem menos exames de rastreamento na faixa de 50 a 69 anos.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde mostram que mais de 61% das mulheres brancas fazem mamografia de rastreamento, contra 54% a 56% entre mulheres pretas e pardas. O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, afirmou que o estudo reforça a necessidade de políticas públicas que garantam acesso igual aos serviços de saúde.
O documento recomenda reforçar a prevenção, com redução da obesidade e do consumo de álcool, e incentivar alimentação saudável, atividade física e amamentação. O câncer de mama é o mais incidente entre as brasileiras, e cerca de 17% dos casos poderiam ser evitados com hábitos saudáveis.
Fonte: Agência Brasil. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.
Por: João Pedro de Carvalho Tozatto



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