Avião que decolou de Porto Velho 375 da Vasp foi sequestrado em 1988  — Foto: TV Globo/ Acervo
1 de 4 Avião que decolou de Porto Velho 375 da Vasp foi sequestrado em 1988 — Foto: TV Globo/ Acervo

Avião que decolou de Porto Velho 375 da Vasp foi sequestrado em 1988 — Foto: TV Globo/ Acervo

Há mais de 30 anos, uma aeronave que saiu de Porto Velho rumo ao Rio de Janeiro foi sequestrada por Raimundo Nonato Alves da Conceição com a intenção de ser "jogada" contra o Palácio do Planalto, em Brasília. A história que teve grande repercussão na década de 80 e voltou a ser comentada após se tornar enredo do filme "O sequestro do voo 375".

O longa-metragem estreou neste mês e é dirigido por Marcus Baldini. Spoiler: o fim trágico foi evitado por ações do piloto Fernando Murilo de Lima e Silva. Apesar disso, uma pessoa morreu e outros três ficaram feridas.

O Boeing 737-300, operado pela a já falida Viação Aérea São Paulo (Vasp), saiu de Porto Velho, na madrugada do dia 29 de setembro de 1988, com 38 pessoas a bordo. O destino final era o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, mas a aeronave tinha escalas em Cuiabá (MT), Brasília (DF), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG).

Voo 375, da antiga empresa aérea VASP, foi sequestrado há 35 anos — Foto: Divulgação

Na última escala feita no Aeroporto de Confins Belo Horizonte (MG), 60 pessoas entraram a bordo. Poucos minutos após decolagem, o passageiros identificado como Raimundo Nonato anunciou o sequestro da aeronave e ordenou os pilotos para desviar a rota em direção a Brasília.

O objetivo do sequestrador era colidir a aeronave contra o Palácio do Planalto e "acertar contas" com então presidente José Sarney. O motivo seria o descontentamento com ações políticas adotadas pelo presidente e a instabilidade financeira que ocorria na época.

Raimundo Nonato Alves da Conceição sequestrou avião comercial da Vasp para atingir sede da Presidência da República e 'acertar contas' com José Sarney — Foto: TV Globo/Reprodução

Durante o sequestro, Raimundo matou o copiloto, Salvador Evangelista, com um tiro na nuca depois que o código 7500, que significa sequestro, foi acionado. Passageiros e um comissário também ficaram feridos.

O piloto Fernando Murilo de Lima e Silva foi a peça principal para que o voo 375 tivesse um final menos trágico. Para evitar o atentado, o piloto enganou Raimundo Nonato dizendo que a visibilidade estava ruim no céu de Brasília. Por fim, a última opção foi adotar manobras consideradas perigosas para deter o sequestrador.

Piloto Fernando Murilo Lima e Silva salvou voo 375 da Varig sequestrado em 1988 Goiânia Goiás — Foto: Reprodução/Facebook

O piloto executou uma manobra denominada "tonneau" (quando a aeronave gira em torno de seu eixo longitudinal) com o objetivo de desequilibrar o sequestrador. Quando não deu certo, ele decidiu tentar algo mais drástico: uma queda em parafuso de nove mil metros. Isso porque a aeronave já estava muito perto de ficar sem combustível.

Raimundo foi derrubado e o pouso foi feito em segurança. No entanto, o sequestrador conseguiu se recuperar e iniciou uma negociação com a polícia. Ele conseguiu uma aeronave menor para fugir, mas foi baleado durante a tentativa de fuga. Raimundo morreu alguns dias depois, em um hospital de Goiânia.